''Era uma vez uma garota que encontrou um dragão. Era um dragão simpático e boa-praça, que começou a acompanhá-la por todos os lugares onde a garota ia. Ele era uma ótima companhia, pois sempre que ela se sentia entediada, podia simplesmente olhar pra ele que ambos caíam na risada. Os dois se tornaram grandes amigos, dividindo confidências e reflexões a respeito da vida, do universo e tudo o mais. Não que as pessoas não percebessem que a garota não desgrudava do dragão (era meio difícil não perceber), mas simplesmente ignoravam, rotulando-a, com seus botões, como uma garota meio esquisitinha. Sabe, tudo bem você gostar de um dragão, mas, por favor, não ande com ele para cima e para baixo se quiser ser respeitada!!
Até que um dia, acabou. O dragão se despediu. Foi lançar fogo em outro condado. Mandou um salve final à garota, que ficou, dali em diante, fascinada com dragões. O que não a impediu de puxar papo com aquele centauro que...''
Tudo bem se você quiser pensar que essa historinha é uma alegoria sobre livros; ou sobre relacionamentos; ou sobre segregação; ou sobre a relação do consciente com o inconsciente. Mas tudo bem também se você achar que é simplesmente sobre uma garota que encontrou um dragão.
Nada contra alegorias, acho um recurso muito bom na mão de quem sabe usar.
Mas o que eu amo são as histórias.
''Quanto a qualquer significado oculto ou 'mensagem', na intenção do autor estes não existem.
O livro não é nem alegórico e nem se refere a fatos contemporâneos' (J.R.R. Tolkien)
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