quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Presidente do Sindicato das Águas fala sobre a greve do setor


Já dura dois meses a greve das chuvas na região da RMC (Região Metropolitana de Campinas). Em entrevista concedida ontem, o presidente do Sindicato das Águas afirmou que a liberação das nuvens para precipitação só ocorrerá depois de um acordo com as autoridades responsáveis pelo consumo consciente da água; ou seja, todos. O sindicato lembrou, ainda, que entre reivindicações está principalmente o investimento por parte do poder público no departamento de distribuição.

Os já costumeiros períodos de seca se agravaram, segundo ele, por conta do descaso geral das autoridades para com a situação da classe das águas. Questionado sobre os problemas que a paralisação causa na vida dos moradores, o sindicato reconheceu que a situação é crítica: prejuízos financeiros são contabilizados e a saúde da população está sendo prejudicada. Em consequência, os hospitais e postos ficam lotados, e, como em efeito dominó, a precariedade do sistema de saúde é escancarada.

Ainda de acordo com o presidente, a greve visa também tornar a população uma aliada do sindicato; ou seja, fazer valer a já disseminada necessidade de preservação da água, que todos conhecem, mas quase ninguém cumpre. Ele não esquece, porém, que é de extrema importância o investimento real no setor; afinal, a água é um bem básico para a vida. O poder público deve estar preparado para suprir essa necessidade, mesmo nos períodos de estiagem.

O presidente do Sindicato das Águas terminou a entrevista dando um panorama nacional sobre a situação da classe trabalhadora. “Se os governos em geral não estão preparados para suprir a necessidade básica da população de beber água, como se pode esperar que estejam aptos a lidar com outras greves, como a dos Correios e dos Bancos?”.

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