domingo, 16 de setembro de 2012

A Liberdade de acreditar. E de viver.


A morte do embaixador dosEstados Unidos na Líbia e os furiosos protestos em países islâmicos estão enraizados na polêmica de um filme de um cineasta americano. A produção retrata o profeta Maomé de maneira ofensiva e causou a fúria em muitos muçulmanos, que atacaram a embaixada americana na Líbia. 
Segundo o censo de 2010 do IBGE, o número de declarantes católicos no Brasil caiu em relação à pesquisa anterior, mas o número de evangélicos e espíritas subiu, e o de que se declaram sem religião corresponde a 8% (um aumento de apenas 0,7% com relação a dez anos atrás). Logo, é fácil traçar um panorama geral em que se vê um aumento na diversidade religiosa. E esse não é um quadro exclusivo do Brasil; no mundo todo nascem muitas religiões (ou seitas, se preferir), a todo o tempo. Cada uma carrega consigo a missão de explicar o sentido da vida e indicar caminhos para se chegar à plenitude. Com tantas crenças, é não é justo apontar qual é certa e qual é errada. O respeito é o oxigênio que permite a existência das diferenças. E isso, aparentemente, faltou ao cineasta que satirizava o profeta Maomé: ele não usou sua liberdade de expressão; ele feriu a liberdade de crença.
Mas respeitar é diferente de ser conivente com atitudes que ferem a humanidade. Senão, seria justificável o holocausto da Segunda Guerra Mundial, em que milhões de judeus foram mortos segundo uma crença que pregava que isso era a atitude certa, o sacrifício purificante. Para os alemães que comungavam desse pensamento, o repulsivo massacre fazia sentido.
Os ataques às embaixadas americanas e a morte do embaixador dos EUA são condenáveis. Eles não estão lutando pelo respeito à Maomé; estão apenas justificando a violência  através dos dogmas religiosos. Respeito ao diferentes credos é importante. Mas não mais do que o respeito à vida humana.


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