quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A COMUNICAÇÃO GLOBALIZADA

A vertiginosa velocidade no fluxo de informações da era digital representa uma das características da globalização. Nesse contexto, ainda há espaço para a televisão, o rádio, o jornal e livros impressos, como veículos portadores de conhecimento?
O método de impressão de livros aumentou a capacidade de produção, muito restrita quando se baseava em manuscritos, e assim trouxe a informação para mais perto das massas. O maior acesso à leitura de livros e jornais representou verdadeira revolução na comunicação. Desde a primeira transmissão radiofônica no Brasil, em 7 de setembro de 1922, a população foi mantida informada sobre os acontecimentos de diversas partes do mundo, como guerras, desastres naturais, movimentações políticas. A televisão, por sua vez, aproximou ainda mais o espectador da informação. O uso da imagem em movimento humanizou as notícias, trazendo as diferentes realidades ao alcance dos olhos. A rede mundial de computadores disponibiliza tudo isso – texto, áudio, imagem, vídeo – com apenas um clique.
À sua maneira, cada meio de comunicação representou uma revolução no campo informacional em sua época. E a cada novo avanço tecnológico, os recursos anteriores foram deixados um pouco de lado, dando espaço às vantagens do novo. Não se pode pensar, contudo, que a tendência é que um veículo dissolva completamente o outro.
É óbvio que o número de ouvintes de rádio diminuiu drasticamente após a chegada da televisão, mas até hoje as ondas eletromagnéticas levam informação no trajeto de casa ao trabalho ou à escola, por exemplo. A criação dos e-books, também, promete condensar uma quantidade enorme de cultura em um espaço físico bem menor – e mais barato – do que uma biblioteca. Porém não há nada que se compare ao prazer de se ter um livro nas mãos.
Pode-se argumentar que os meios ‘’antigos’’ só sobreviverão graças aos amantes de determinados meios de propagação de ideias, como os apaixonados por livros; mas para que a internet tenha o monopólio das informações é preciso, antes de tudo, que seja acessível a todos. Sabemos que atualmente, não é assim. Coexistem, então, todos os meio de comunicação já citados, preenchendo lacunas e integrando o mundo através do conhecimento, atendendo às diferentes necessidades da população, que não é, e nunca será, homogênea, ainda mais se tratando de ideias.

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