quarta-feira, 31 de agosto de 2011

REFLEXO DOS FAMOSOS

A febre do cabelo Neymar toma conta dos salões de beleza. O moicano marca presença forte entre os meninos numa faixa muito grande de idade: desde os pequenos até os adolescentes aderem à moda. Durante a Copa do mundo de 2002, o corte que fez a cabeça da garotada era o cabelo raspado com um pequeno topete na frente, ao estilo Ronaldo Fenômeno. Impossível esquecer os esmaltes super coloridos e fluorescentes que a personagem Rakelly, de Ísis Valverde, usava na novela Beleza Pura, exibida pela Rede Globo em 2008, e que fizeram o maior sucesso nas mãos das brasileiras. Ou ainda os adereços exóticos incorporados ao guarda-roupa das mulheres brasileiras durante a exibição da novela Caminho das Índias, de Glória Perez, em 2009.
Popularmente, não são os grandes desfiles que ditam a moda e ganham a atenção dos consumidores, mas a divulgação dessas tendências apresentadas na passarela da mídia. O grande poder de influência que atores, cantores, apresentadores, jogadores de futebol e celebridades instantâneas exercem é enorme e perigoso. Enorme no sentido que atingem o público alvo de maneira certeira, através de propagandas explícitas, como os comerciais, ou sutis sugestões que uma roupa ou sapato são muito apreciados por determinado famoso ou personagem. Essa forma de divulgação de produtos surte efeito imediato nas ruas e nas receitas das empresas. É a publicidade mais rápida possível: o consumidor assiste na televisão um artista que ele admira usando uma peça bonita. Marketing poderoso.
Contudo, esse fenômeno também é muito perigoso, pois não se reflete apenas na economia. Um famoso não exibe só seu trabalho, os produtos que consome e sua aparência, mas também sua postura, atitudes. Bono Vox, vocalista da banda U2, é engajado em causas humanitárias; Angelina Jolie e Madona já apareceram diversas vezes na África em auxílio aos que lá passam fome. Tudo isso de alguma forma toca seus fãs. Assim como atitudes inconsequentes, rebeldes, imaturas. Drogas, violência, extravagâncias, tudo isso é absorvido, em maior ou menor grau, pelo público que os acompanha. Quanto mais novos os fãs, maior é essa captação, pois ainda há uma identidade sendo construída, que será moldada pelos exemplos que têm em casa, no convívio social e na mídia, tão presente.
É importante que aqueles que estão em constante exibição na imprensa pesem o quanto suas atitudes podem influenciar a sociedade, de maneira positiva ou negativa. A nós, anônimos, cabe ter senso crítico sobre o que deixamos afetar nossas vidas, e a de nossas crianças e jovens.

A COMUNICAÇÃO GLOBALIZADA

A vertiginosa velocidade no fluxo de informações da era digital representa uma das características da globalização. Nesse contexto, ainda há espaço para a televisão, o rádio, o jornal e livros impressos, como veículos portadores de conhecimento?
O método de impressão de livros aumentou a capacidade de produção, muito restrita quando se baseava em manuscritos, e assim trouxe a informação para mais perto das massas. O maior acesso à leitura de livros e jornais representou verdadeira revolução na comunicação. Desde a primeira transmissão radiofônica no Brasil, em 7 de setembro de 1922, a população foi mantida informada sobre os acontecimentos de diversas partes do mundo, como guerras, desastres naturais, movimentações políticas. A televisão, por sua vez, aproximou ainda mais o espectador da informação. O uso da imagem em movimento humanizou as notícias, trazendo as diferentes realidades ao alcance dos olhos. A rede mundial de computadores disponibiliza tudo isso – texto, áudio, imagem, vídeo – com apenas um clique.
À sua maneira, cada meio de comunicação representou uma revolução no campo informacional em sua época. E a cada novo avanço tecnológico, os recursos anteriores foram deixados um pouco de lado, dando espaço às vantagens do novo. Não se pode pensar, contudo, que a tendência é que um veículo dissolva completamente o outro.
É óbvio que o número de ouvintes de rádio diminuiu drasticamente após a chegada da televisão, mas até hoje as ondas eletromagnéticas levam informação no trajeto de casa ao trabalho ou à escola, por exemplo. A criação dos e-books, também, promete condensar uma quantidade enorme de cultura em um espaço físico bem menor – e mais barato – do que uma biblioteca. Porém não há nada que se compare ao prazer de se ter um livro nas mãos.
Pode-se argumentar que os meios ‘’antigos’’ só sobreviverão graças aos amantes de determinados meios de propagação de ideias, como os apaixonados por livros; mas para que a internet tenha o monopólio das informações é preciso, antes de tudo, que seja acessível a todos. Sabemos que atualmente, não é assim. Coexistem, então, todos os meio de comunicação já citados, preenchendo lacunas e integrando o mundo através do conhecimento, atendendo às diferentes necessidades da população, que não é, e nunca será, homogênea, ainda mais se tratando de ideias.

sábado, 13 de agosto de 2011

Posso ficar um tempo sem escrever, mas meu reencontro com as palavras é sempre cheio de saudade, intimidade, tesão.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A MENINA QUE NÃO SABIA LER


Esse livro de Jhon Harding é um verdadeiro quebra-cabeça. Começa de maneira leve, suave e delicada, mostrando o percurso de Florence, a narradora, por entre as descobertas no mundo da literatura. Mas, aos poucos, a história vai ganhando densidade e poder de atração.

Tudo se desenvolve em 1891, na Nova Inglaterra. A princípio, conhecemos uma menina sem muitas perspectivas na vida, além de um confinamento ao analfabetismo (por ordem de seu ausente tio), as brincadeiras com seu querido irmão e os cuidados dos criados da residência decadente onde vive. Gradualmente, ela aprende a ler sozinha, descobre grandes obras da literatura na biblioteca da casa e seu horizonte se amplia. Passa também a um flerte com seu asmático vizinho e vê seu pequeno irmão, Giles, ir para um colégio interno. A primeira parte do livro trata basicamente dessa trama, nos apresentando as personagens sob o ponto de vista de Florence.

A última parte tem início com a chegada da segunda preceptora de seu irmão (a primeira morrera afogada em um lago, em circunstâncias que não ficam claras no livro), Srta. Taylor. Enquanto Giles se apega cada vez mais a preceptora, Florence está certa de que ela é um fantasma e está ali pra roubar seu maior tesouro: seu irmão.

A história amadurece quando se volta para o estilo gótico e envolve o leitor na trama de maneira que ele não sabe o que é realidade e o que é imaginação, o que é loucura e o que é sobrenatural. Tudo isso converge para um final surpreendente, onde as questões em aberto são respondidas subjetivamente, dando margem a diversas interpretações. Além disso, há a incrível fluidez com que as palavras passam diante dos olhos cada vez mais curiosos e aflitos de quem está lendo a história.

Oscilando entre o doce e o grotesco, a inteligência e a insanidade, Harding acerta em cheio na trama da menina que, aparentemente, sabia ler.

terça-feira, 9 de agosto de 2011


http://www.youtube.com/watch?v=l544aBmnJCA