sábado, 16 de julho de 2011





É um alívio saber que não importa quantos erros eu cometa, ou o quanto o mundo me machuque, sempre vai ter uma boa história à minha espera, pronta pra ampliar meus horizontes e me fazer descansar de quem eu sou.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Harry Potter

Estréia nesse final de semana o último filme da série Harry Potter. É uma das grandes histórias da nossa época e marcou a infância e adolescência de muitas pessoas, mas esse post vai focar no que isso representa pra mim, de maneira pessoal.


Tive contato com a história do Harry Potter na escola, onde assistimos o primeiro filme, "A Pedra Filosofal". Durante algum tempo, não me interessei muito. A pouca idade talvez tivesse algo a ver com isso, mas fato é que anos mais tarde resolvi ler os livros. Como havia assistido aos filmes já lançados, eu conhecia a história, então comecei a ler pelo terceiro volume, "O Prisioneiro de Azkaban". Me surpreendi com a riqueza de detalhes, a intensidade das personagens que eu não percebera nos filmes. Depois de começar com a leitura, não parei mais. Li toda a série e voltei para os filmes com outros olhos: eu sabia o que buscar; interpretava expressões faciais, falas e acontecimentos de acordo com o que eu lera; assisti aos filmes de maneira totalmente vinculada aos livros, e isso não prejudicou, ao contrário, enriqueceu minha visão e fez com que eu me apaixonasse pela história. E mais, dessa maneira eu descobri um novo estilo: o fantástico.


Harry Potter abriu as portas desse universo pra mim. Me tornei uma forasteira no mundo de Roland de Gilead, na Torre Negra; mergulhei na aventura de Frodo e Sam em Senhor dos Anéis; conheci a miscelânea que é a trilogia Eragon (com quatro livros, um a ser lançado ainda) ; comecei o incrível O Guia dos Mochileiros da Galáxia (parei no quarto livro, mas logo terminarei); assisti ao incomparável Star Wars e, atualmente, estou terminando Fronteiras do Universo, que me deixa simplesmente sem palavras, tal é sua riqueza de detalhes e ideias, além da forma maravilhosa como é escrita. Por tudo isso, só tenho agradecer a Hogwarts. Assim como todos os fãs de Harry Potter, sonhava em receber uma carta de lá. Não recebi, mas aprendi com ela a amar um tipo de história que me acompanhou em muitas tardes chuvosas, frias e, por que não, vai me acompanhar pro resto da vida.

domingo, 10 de julho de 2011

"No fundo o que eu quero é que ninguém me entenda/ Para eu poder te amar tragicamente!" Vinicius de Moraes


Dizem pra você correr atrás dos seus sonhos, lutar com garra por seus objetivos, mas não te contam quantas vezes você vai pensar em desistir; ninguém te avisa sobre o cansaço que vai cair sobre seus ombros, e nem sobre o desânimo diante de cada obstáculo. Alguns dias são mais difíceis que os outros; em alguns você lembra por que faz tudo aquilo que tem que fazer, mas em outros, sonho nenhum faz sentido. Tudo o que você mais deseja é descansar, apagar. É nesse momento que as forças dentro de você não são suficientes, e é preciso buscá-las naqueles que têm seu coração. Não se engane: você não continua por seus sonhos, mas por quem você ama. Ao final do dia, não é sua ambição que te revigora para a labuta do dia seguinte, mas a convivência com aqueles que são importantes. De nada adianta alcançar tudo aquilo que se almeja se não há com quem dividir. Quando o Sol se põe, você começa a pensar em quais vozes quer ouvir pra esquentar seu coração.

sábado, 2 de julho de 2011

Ter alguém pra chamar de lar.

Tem dias que eu canso de tentar crescer.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

“Deixa eu Falar”

Nesse domingo aconteceu a 15° edição da Parada Do Orgulho GLBT de São Paulo. Sábado passado, dia 18, o evento marcante foi a Marcha Pela Liberdade, evento que reuniu milhares de pessoas em várias cidades do país. Essas manifestações revelam o leque de assuntos que a sociedade pede atenção, e mesmo que não alcancem as causas pelas quais lutam – como por exemplo a legalização da maconha ou a erradicação da homofobia – provocam reflexão, conversas, são um convite ao pensar.
É inspirador ver as imagens e ler os comentários dos militantes que circulam nos meios de comunicação com frases preciosas. “Anistia para os Bombeiros, cadeia para o Palocci”, “Liberdade para Amar” e “Estupro não é piada, machismo mata” são apenas algumas ideias levantadas em bandeiras nos eventos. Elas mostram que a galera da era digital não é uma “geração perdida”, mas tem ideais, coragem de reivindicar, e faz bom uso dos vastos meios de comunicação e informação disponíveis. Dentre os temas representados no movimento Marcha Pela Liberdade estão a condenação da homofobia, a greve dos bombeiros e sua prisão, o escândalo sobre o patrimônio do ex-ministro Palocci, o estupro, o respeito aos ciclistas no trânsito, a liberdade como um todo. Já na Parada Gay, o destaque foi a comemoração pelos casais homossexuais que assinaram recentemente um contrato de união estável.
É inegável que esses assuntos geram polêmica; nossos representantes políticos entram em acordo sobre eles (quando entram) apenas depois de muito esforço, e com a população não é diferente. Num país onde a marca maior é a miscelânea, as opiniões divergem de acordo com o contexto, a criação, as experiências e vivências pessoais. Isso por um lado é bom, pois só assim é possível a existência de discussões que levam a crescimento intelectual. Claro que, em contrapartida, infelizmente temos casos de desrespeito à opinião alheia, mas isso não pode abater os espíritos dos militantes. Que continuem as manifestações pacíficas, e que elas mobilizem cada vez mais pessoas, acordando para sua condição de cidadãs. E que essas manifestações incentivem cada vez mais a reflexões, conversas, concordâncias e, por que não, discordâncias. Isso faz parte do processo para crescermos como nação.
“Posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-las" (Voltaire). Você pode ser contra a lei que torna homofobia um crime, achar um absurdo a legalização da maconha ou mesmo acreditar que as mulheres devem evitar se vestirem de maneira sensual pra não provocar estupros, mas deve, acima de tudo, respeitar e, por que não, admirar acontecimentos como essas manifestações que vêm ocorrendo. Afinal, a maior liberdade que pode existir é a de pensamento. Não deixe de exercê-la e respeitar quem também o faz. Como diz a música do Raimundos: “Deixa eu Falar”.

Dar Esmola ou Não ?

Uma criança maltrapilha pedindo dinheiro não é cena rara. Infelizmente, repete-se várias vezes ao dia em praticamente todas as cidades brasileiras. Dando esmola, pode-se estar alimentando o vício em drogas, bebidas ou incentivando a exploração infantil por adultos cruéis. Por esses motivos, muitas pessoas não dão dinheiro e argumentam que, ao invés de esmolas, essas crianças precisam é de um lar, educação e família. Esquecem, porém, que a questão da esmola não se resume a isso.
Muitas pessoas vivem à margem da sociedade, morando nas ruas, sem emprego ou dignidade. Os fatores que levaram a essa crise são diversos. Podemos culpar o Capitalismo, a má distribuição de renda, o descaso dos governantes, até mesmo o individualismo que se instalou nos seres humanos. Dentre os excluídos da sociedade encontram-se muitas crianças, que levam a vida pedindo esmolas a motoristas e transeuntes. As drogas, o álcool e mesmo adultos que se aproveitam da condição dessas crianças e utilizam-nas como uma forma de ganhar dinheiro fácil são agravantes sérios, pois agem na manutenção do ciclo onde a infância se perde cada vez mais.
Nesse cenário, ajudar, mesmo com pouco, soa duvidoso. Parece uma contribuição para a continuidade do problema; obtendo resultados, a criança não vai parar de mendigar sob a pressão de seus responsáveis e começar a ir para a escola, ao contrário, continuará nas ruas; ou então, a criança pode usar o dinheiro para se entorpecer e afundar cada vez mais. Assim, muita gente se recusa a ajudar, acreditando estar fazendo o certo.
Segundo balanço da ONU, 300 milhões de crianças passam fome no mundo todo. É um número absurdo, e revela uma realidade chocante: milhões de crianças não têm condições de suprir uma das necessidades mais básicas do ser humano - se alimentar.
A solução para a fome é uma séria reforma social; uma mobilização coletiva com ações conjuntas entre governo e população. O correto é tomar pela mão a criança que pede esmola e entregá-la a uma entidade do Terceiro Setor (ONGS). Porém, na correria do dia-a-dia, quem faz isso?
Enquanto esperamos uma atitude das partes responsáveis – Estado e sociedade -, as crianças continuam sem ter o que comer. Mesmo consciente dos inúmeros caminhos que seu dinheiro pode tomar ao ser dado como esmola, ajude. Não por desencargo de consciência, pensando que fez sua parte. Mas pela terrível possibilidade de que aquela criança que lhe pediu esmola esteja com fome. E fome não espera nenhuma revolução.