
quem somos? de onde viemos? pra onde vamos?
qual o sentido de fazer essas perguntas?
pra onde estamos indo, afinal, é a grande pergunta.
eu vejo pessoas definhando em frente a uma máquina que não sangra, não sente dor, não ama. sim, essa máquina é uma grande pensadora, mas parem de pensar que 'penso, logo existo'. você sente, logo faz sentido existir. um ser puramente pensante não é um ser, é uma máquina, precisa, correta e entediante.
um pequeno paradoxo: o que dá sentido à vida é tudo aquilo que não faz sentido.
trocando em miúdos, a vida não faz sentido.
a fé tem razão?ela se explica, se entende, se comprova? se assim fosse, não seria crença. crença é irracional, se baseia em dar um tiro na escuridão.
o amor se entende? se explica? se comprova? "Há vários motivos para não se amar uma pessoa e um só para amá-la". é mentira, Drummond. não há motivo algum para o amor, nem justificativa, ele acontece, e só. ninguém assiste sua mãe o parindo, ele simplesmente está ali, como o universo. da mesma maneira, ele deixa de existir.
você pensa, reflite, indaga, descobre. nesse mundo, a informação está cada vez mais próxima, e consequentemente o conhecimento e a sabedoria (ou é assim que deveria ser). somos todos (ou quase todos) pessoas inteligentes, racionais, evoluídas.
porém o que nos define como seres humanos é a compaixão, o medo, o ódio, a fé, o amor, o tesão, é toda a gama de sentimentos que, por mais bem explicados e fundamentados, nunca estão verdadeiramente explicados e fundamentados.
aceite, quem tem paz de espírito é a máquina, que mesmo se tivesse espírito, não teria sentimentos.