
não, o ano que passou não foi bom. não foi um feliz ano velho.
e por isso mesmo eu deveria estar louca para me livrar de toda nhaca de 2010.
mas, pra mim, o ano ainda não virou.
reconheço que ele mudou no calendário e - olha! - é 1° de janeiro, dia da paz, ou algo assim.
mas... eu ainda não encontrei minha paz. ainda é 2010, e tudo está assim, de letras minúsculas. nada é digno de estar em caps lock.
minha mãe pergunta quando me vê a mil no msn e twitter: alguém interessante aí na internet?
e por mais que as janelas estejam laranjas e meu username cheio de replys, eu sempre respondo a mesma verdade: não.
e esse não é o problema.
eu não fico bem em final de ano. mesmo. e sair com os amigos no reveillon sempre ajuda. esse ano só me fez sentir a solidão com mais intensidade. quando minha mãe me ligou e ouvi a voz dela, quis muito estar em casa. quis chorar. quis meu irmão. quis não estar aonde estava, nem com quem eu estava. entendi, pela milionésima vez só essa semana, que não importa onde eu estou, mas como as coisas estão dentro de mim. se tudo parece melhor na grama do vizinho, é ilusão.
eu sei que não devia começar o ano assim. cronologicamente, estamos em 2011, e isso deve significar alguma coisa além de abraços vazios e infinitos 'feliz ano novo, tudo de bom!'.
a parte mais legal da noite foi o champanhe ruim que eu tomei.
e por isso mesmo eu deveria estar louca para me livrar de toda nhaca de 2010.
mas, pra mim, o ano ainda não virou.
reconheço que ele mudou no calendário e - olha! - é 1° de janeiro, dia da paz, ou algo assim.
mas... eu ainda não encontrei minha paz. ainda é 2010, e tudo está assim, de letras minúsculas. nada é digno de estar em caps lock.
minha mãe pergunta quando me vê a mil no msn e twitter: alguém interessante aí na internet?
e por mais que as janelas estejam laranjas e meu username cheio de replys, eu sempre respondo a mesma verdade: não.
e esse não é o problema.
eu não fico bem em final de ano. mesmo. e sair com os amigos no reveillon sempre ajuda. esse ano só me fez sentir a solidão com mais intensidade. quando minha mãe me ligou e ouvi a voz dela, quis muito estar em casa. quis chorar. quis meu irmão. quis não estar aonde estava, nem com quem eu estava. entendi, pela milionésima vez só essa semana, que não importa onde eu estou, mas como as coisas estão dentro de mim. se tudo parece melhor na grama do vizinho, é ilusão.
eu sei que não devia começar o ano assim. cronologicamente, estamos em 2011, e isso deve significar alguma coisa além de abraços vazios e infinitos 'feliz ano novo, tudo de bom!'.
a parte mais legal da noite foi o champanhe ruim que eu tomei.
'muito prazer, meu nome é otário, vindo de outros tempos mas sempre no horário, peixe fora d'água, borboletas no aquário' (engenheiros do hawaii, dom quixote)
às vezes, queria apenas me importar de verdade.
às vezes, queria apenas me importar de verdade.
ou então descobrir que meus dragões são só mionhos de vento.
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