quarta-feira, 3 de março de 2010

Momento Shakespeare (titulo alternativo: Eu Aprendi)

Título presunçoso.

''Eu aprendi que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer''.
Sempre quis escrever alguma coisa relacionada a essa frase.
Atualmente, talvez eu consiga. Não que eu vá gostar. Ou que alguém vá ler. Mas vai servir.
Estudando em duas escolas, tento conciliar meu tempo entre estudos, família, amigos, namorado e livros. Se eu consigo? Talvez.Realmente não sei quais pessoas estão insatisfeitas com a atenção que ando reservando pra elas. E, sinceramente, não tenho TEMPO pra me perguntar isso.
Minhas relações andam diferentes. Eu converso com mais VARIEDADE, porém com menos INTENSIDADE. Ou como diria um amigo, ''conversas de bar''. Aprendo, diariamente, coisas novas, e não apenas didáticas. Aprendo a conversar, algo difícil pra mim; a me valorizar, a confiar em mim, a não julgar pelas aparências, a procurar afinidades, a semear o que eu sinto diariamente. E a abrir portas de vans, algo tremendamene complexo, acreditem.
É clichê afirmar tudo isso, mas uma outra coisa que eu aprendi é que as verdades prontas só nos atingem com sua intensidade profunda quando a gente passa por momentos nem tão bonitos pra descrevê-los.

Não cheguei nem perto da frase shakesperiana. Mas e daí?
Aprendi a não deixar que me julguem também.

Um comentário:

Fernando disse...

Falando no julgamento que os outros fazem de nós...

Às vezes é interessante fazer um estudo consigo mesmo em meio à sociedade.

Eu resolvi fazer um experimento há uns dois meses: Deixar meus pelos faciais (barba e o meio da sobrancelha, que na minha forma uma "monocelha" hehe) crescerem, sem aparar nem nada. Deixar crescer.

Qual não foi a minha surpresa quando velhos amigos me encontraram e eles ficaram de alguma forma repelidos, ou distanciados de mim por conta de meros pelos!!!

E nesse decorrer eu fui fazendo vários novos amigos, na facul e na rua, pessoas que não ligava para essa "falta de asseio" (uma falta de asseio que se restringia a isso, já que eu andava com roupas aceitáveis e de banho sempre tomado, e o cabelo curto).

Foi bastante interessante notar o preconceito de algumas pessoas. Eu consegui me libertar BASTANTE da impressão alheia que os outros têm de mim. Não deixei de ser uma boa pessoa nesse decorrer, não deixei de escrever, de pensar, de fazer tudo o que eu faço "normalmente".