quarta-feira, 3 de março de 2010


É interessante como algumas histórias clássicas (e sinônimos de difíceis para a maioria das pessoas, inclusive eu) podem surpreender com sua agilidade e leveza.
''Romeu e Julieta'', essa batida história de amor, não é complicada como eu esperava. Escrita como peça de teatro, ela avança em um ritmo quase vertiginoso sob os olhos, e as palavras obsoletas e desconhecidas entram numa harmonia com rimas e melodias que é impossível zangar-se com elas. Ao contrário, elas fazem parte de um todo que flui de maneira emocionante ao leitor. Mesmo quem não é romântico acaba deliciando-se com a ingênua e até um pouco piegas cena na varanda; até mesmo os não-góticos arrebatam-se com a beleza da morte no final da peça.
Meu olhar sobre ela não foi de estudo literário. Se fosse, teria percebido muitas outras riquezas escondidas nos versos ingleses. Mas preferi, por ora, entregar-me à leitura de divertimento, sem me prender às fórmulas seguidas pelo autor. Busquei ali, apenas, a história, o amor, o sentimento, os pensamentos criativos.
Não me abstenho de uma leitura mais profunda futuramente. Estudá-lo-ei sob o prisma renascentista quando for a hora. Porém me vanglorio de ter me apaixonado por ''Romeu e Julieta'' ainda em seu mistério, sem precisar decifrá-lo.
Foi amor à primeira vista.

A Casa

(outro ''aperitivo'' de um conto que está na cabeça)
Um casa alugada para festas e que encerra em si uma maldição. Pelo menos é o que acreditam alguns jovens que planejam utilizá-la na Noite das Bruxas.

Três mortes:
Dois assassinatos.
Um suicídio.

Algo muito além da crença (ou descrença) dos adolescentes que estão ali vai acontecer.
Mais do que três mortes. Uma luta insana pela vida.

Momento Shakespeare (titulo alternativo: Eu Aprendi)

Título presunçoso.

''Eu aprendi que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer''.
Sempre quis escrever alguma coisa relacionada a essa frase.
Atualmente, talvez eu consiga. Não que eu vá gostar. Ou que alguém vá ler. Mas vai servir.
Estudando em duas escolas, tento conciliar meu tempo entre estudos, família, amigos, namorado e livros. Se eu consigo? Talvez.Realmente não sei quais pessoas estão insatisfeitas com a atenção que ando reservando pra elas. E, sinceramente, não tenho TEMPO pra me perguntar isso.
Minhas relações andam diferentes. Eu converso com mais VARIEDADE, porém com menos INTENSIDADE. Ou como diria um amigo, ''conversas de bar''. Aprendo, diariamente, coisas novas, e não apenas didáticas. Aprendo a conversar, algo difícil pra mim; a me valorizar, a confiar em mim, a não julgar pelas aparências, a procurar afinidades, a semear o que eu sinto diariamente. E a abrir portas de vans, algo tremendamene complexo, acreditem.
É clichê afirmar tudo isso, mas uma outra coisa que eu aprendi é que as verdades prontas só nos atingem com sua intensidade profunda quando a gente passa por momentos nem tão bonitos pra descrevê-los.

Não cheguei nem perto da frase shakesperiana. Mas e daí?
Aprendi a não deixar que me julguem também.