quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A Sombra do Vento

Li a algum tempo o romance do escritor Carlos Ruiz Záfon ''A Sombra do Vento''.Primeiramente, eu tinha ficado intrigada com o título curioso.Depois, me envolvi tanto na narrativa que ele me pareceu apenas mais um detalhe.O primeiro capítulo do livro se chama ''Cemitério dos Livros Esquecidos'' (que me lembra insistentemente da foto de Cristiano Mascaro >), e no todo o livro é uma grande teia de personagens, tramas que se entrelaçam, subhistórias, paisagens magníficas, e principalmente, um tributo aos livros, aos escritores, à arte de imaginar e coser com as palavras.O livro, em si, é fantástico.E os outros livros existentes dentro dele são magníficos!
Bom, a idéia era postar uma 'resenha literária', pra ir treinando o gênero, mas me sinto tentada a arriscar fazer uma interpretação e alguns paralelos a respeito do título do livro.
A sombra do vento...
Algo inumanamente presente, invisível, porém real.É uma verdadeira perda de crença acreditar apenas no que é tangível, sólido, material, sensível aos 5 sentidos.
Pra mim, a sombra do vento é como o rosto da música, o som do Sol, o percurso das palavras.Podem parecer coisas incoerentes, mas a arte de escrever faz ver tudo isso.Ser você mesmo por meio de suas palavras escritas é materializar idéias, sonhar a realidade, cavalgar nas asas do seu próprio coração.
Às vezes me sinto meio anti-social demais.Quantas e quantas vezes prefiro a companhia de um livro do que uma conversinha jogada fora, mais uma sem sentido?Perdi as contas.Não sei se isso é certo ou errado, mas me é muito mais instigante me entregar aos deleites de uma boa história do que me perder em comentários tantas vezes monótonos, sem nada a emocionar, aventurar, refletir.
É estranho preferir mergulhar num ritmo excitante, ao invés de apenas dançar a música?
Não sei.Sinceramente, pouco me importa.Se escolhemos quem somos e o que podemos fazer, escolho ser eu mesma, e dançar a filosofia orquestrada no livro da vida, concebido na sombra do vento.

Um comentário:

Praxedes de Oliveira. disse...

Também sou antisocial... mas enfim, fiquei curioso sobre esse livro. Seu texto é muito bom, gostei.



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