O primeiro capítulo do livro se chama ''Cemitério dos Livros Esquecidos'' (que me lembra insistentemente da foto de Cristiano Mascaro >), e no todo o livro é uma grande teia de personagens, tramas que se entrelaçam, subhistórias, paisagens magníficas, e principalmente, um tributo aos livros, aos escritores, à arte de imaginar e coser com as palavras.O livro, em si, é fantástico.E os outros livros existentes dentro dele são magníficos!Bom, a idéia era postar uma 'resenha literária', pra ir treinando o gênero, mas me sinto tentada a arriscar fazer uma interpretação e alguns paralelos a respeito do título do livro.
A sombra do vento...
Algo inumanamente presente, invisível, porém real.É uma verdadeira perda de crença acreditar apenas no que é tangível, sólido, material, sensível aos 5 sentidos.
Pra mim, a sombra do vento é como o rosto da música, o som do Sol, o percurso das palavras.Podem parecer coisas incoerentes, mas a arte de escrever faz ver tudo isso.Ser você mesmo por meio de suas palavras escritas é materializar idéias, sonhar a realidade, cavalgar nas asas do seu próprio coração.
Às vezes me sinto meio anti-social demais.Quantas e quantas vezes prefiro a companhia de um livro do que uma conversinha jogada fora, mais uma sem sentido?Perdi as contas.Não sei se isso é certo ou errado, mas me é muito mais instigante me entregar aos deleites de uma boa história do que me perder em comentários tantas vezes monótonos, sem nada a emocionar, aventurar, refletir.
É estranho preferir mergulhar num ritmo excitante, ao invés de apenas dançar a música?
Não sei.Sinceramente, pouco me importa.Se escolhemos quem somos e o que podemos fazer, escolho ser eu mesma, e dançar a filosofia orquestrada no livro da vida, concebido na sombra do vento.
Um comentário:
Também sou antisocial... mas enfim, fiquei curioso sobre esse livro. Seu texto é muito bom, gostei.
http://umphodido.blogspot.com/
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