A seguir, algumas frases que me marcaram de alguma maneira, em momentos diversos da minha vida:
''Se você se sente só é por quê construiu muros ao invés de pontes'' (Shakespeare)
"A minha consciência tem milhares de vozes, e cada voz traz-me milhares de histórias, e de cada história sou o vilão condenado."(Shakespeare)
''O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos'' (Eleanor Rosevelt)
''Sou a evolução do ódio, a reencarnação da magia e a revolução do homem'' (PH, Jordão)
''Preso num mecanismo enferrujado que me algema na ampulheta mecânica que chamamos de tempo'' (PH, Jordão)
"Os Homens são as palavras que dizem, o vento carrega as palavras, o tempo controla o vento, só o destino sabe pois aonde os Homens vão acabar" (P.H. Jordão)
"Medo não é um defeito, mas sim um artifício, aquele que não teme, é incompleto" (P.H.Jordão)
''Não sei se sou inteira ou metade, por isso fico oscilando que nem uma balança torta entre o pragmático e o romântico'' (Nina Mith)
''Tenho pés no chão, mas isso não me impede de ter a cabeça nos ares''(Nina Mith)
''Há muitos mundos e muitas histórias, mas nao muito tempo''(Roland Deschain)
''Vá então, há outros mundos além desse'' (Jack Chambers)
''Derramo meu sangue e dou minha palavra que sim''(Anjo Insano)
''Não errar, essa é minha meta e minha missão''(Anjo Insano)
''Como é bom abrir os olhos e ver você''(PH, Jordão)
''Sou uma corrida desenfreada por um labirinto de formas e cores irreais e mutantes, buscando o âmago, no centro, e acreditando tolamente em um novelo de lã mágico que me leve até lá, sem saber (ou aceitar) que o novelo é invisível e está dentro de mim''(Nina Mith)
''Na insônia moram meus piores pesadelos''(Nina Mith)
''Rendo-me à evidência de que é impossivel encerrar toda minha complexidade em uma única palavra, ou exprimir toda minha simplicidade com mais uma das minhas frases complicadas''(Nina Mith)
sábado, 19 de dezembro de 2009
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
PARA UMA MENINA COMO UMA FLOR - VINICIUS DE MORAES
''Porque você é uma menina como uma flor e tem uma voz que não sai, eu lhe prometo amor eterno, salvo se você bater pino, o que, aliás, você não vai nunca porque você acorda tarde, tem um ar recuado e gosta de brigadeiro: quero dizer, o doce feito com leite condensado.E porque você é uma menina com uma flor e chorou na estação de Roma porque nossas malas seguiram sozinhas para Paris e você ficou morrendo de pena delas partindo assim no meio de todas aquelas malas estrangeiras. E porque você sonha que eu estou passando você para trás, transfere sua d.d.c. para o meu cotidiano, e implica comigo o dia inteiro como se eu tivesse culpa de você ser assim tão subliminar. E porque quando você começou a gostar de mim procurava saber por todos os modos com que camisa esporte eu ia sair para fazer mimetismo de amor, se vestindo parecido. E porque você tem um rosto que está sempre um nicho, mesmo quando põe o cabelo para cima, parecendo uma santa moderna, e anda lento, e fala em 33 rotações mas sem ficar chata. E porque você é uma menina com uma flor, eu lhe predigo muitos anos de felicidade, pelo menos até eu ficar velho: mas só quando eu der uma paradinha marota para olhar para trás, aí você pode se mandar, eu compreendo.
E porque você é uma menina com uma flor e tem um andar de pajem medieval; e porque você quando canta nem um mosquito ouve a sua voz, e você desafina lindo e logo conserta, e às vezes acorda no meio da noite e fica cantando feito uma maluca. E porque você tem um ursinho chamado Nounouse e fala mal de mim para ele, e ele escuta e não concorda porque ele é muito meu chapa, e quando você se sente perdida e sozinha no mundo você se deita agarrada com ele e chora feito uma boba fazendo um bico deste tamanho. E porque você é uma menina que não pisca nunca e seus olhos foram feitos na primeira noite da Criação, e você é capaz de ficar me olhando horas. E porque você é uma menina que tem medo de ver a Cara-na-Vidraça, e quando eu olho você muito tempo você vai ficando nervosa até eu dizer que estou brincando. E porque você é uma menina com uma flor e cativou meu coração e adora purê de batata, eu lhe peço que me sagre seu Constante e Fiel Cavalheiro.
E sendo você uma menina com uma flor, eu lhe peço também que nunca mais me deixe sozinho, como nesse último mês em Paris; fica tudo uma rua silenciosa e escura que não vai dar em lugar nenhum; os móveis ficam parados me olhando com pena; é um vazio tão grande que as mulheres nem ousam me amar porque dariam tudo para ter um poeta penando assim por elas, a mão no queixo, a perna cruzada triste e aquele olhar que não vê. E porque você é a única menina com uma flor que eu conheço, eu escrevi uma canção tão bonita para você, "Minha namorada",
a fim de que, quando eu morrer, você, se por acaso não morrer também, fique deitadinha abraçada com Nounouse cantando sem voz aquele pedaço que eu digo que você tem de ser a estrela derradeira, minha amiga e companheira, no infinito de nós dois.
E já que você é uma menina com uma flor e eu estou vendo você subir agora - tão purinha entre as marias-sem-vergonha - a ladeira que traz ao nosso chalé, aqui nessas montanhas recortadas pela mão de Guignard; e o meu coração, como quando você me disse que me amava, põe-se a bater cada vez mais depressa.
E porque eu me levanto para recolher você no meu abraço, e o mato à nossa volta se faz murmuroso e se enche de vaga-lumes enquanto a noite desce com seus segredos, suas mortes, seus espantos - eu sei, ah, eu sei que o meu amor por você é feito de todos os amores que eu já tive, e você é a filha dileta de todas as mulheres que eu amei; e que todas as mulheres que eu amei, como tristes estátuas ao longo da aléia de um jardim noturno, foram passando você de mão em mão até mim, cuspindo no seu rosto e enfrentando a sua fronte de grinaldas; foram passando você até mim entre cantos, súplicas e vociferações - porque você é linda, porque você é meiga e sobretudo porque você é uma menina com uma flor. ''
Não sou de publicar aqui textos alheios, mas abri uma excessão para esse, que é minha poesia preferida por motivos especiais e é como se fizesse parte de mim...
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Areias do Tempo
'As areias do tempo não sobem de novo; resta mergulhar no mar ou fitar o horizonte, que não é estático.'
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Detalhes nem tão pequenos assim
Em meio a tribulações os detalhes tornam-se essencialmente importantes pra manter-nos ligados à realidade.
Saindo dos assuntos tensos dos últimos posts, oferto esse ao céu azul, claro mesmo à noite; à minha voz de radialista particular preferida, que me acalma, me seduz, me faz refletir e viajar; à árvore de Natal montada com meu irmão, às bolinhas que esse ano milagrosamente não sumiram, ao pisca-pisca que não queimou, à tosca e reluzente estrela no alto do nosso ''gigantesco'' pinheiro ''natural''; à fuga do bicho preto, também chamado de ''mamangava'' aqui em casa; às duas mensagens seguidas e animadoras que li logo pela manhã; ao violão, que mesmo um pouco desafinado, permanece com seu som inabalável nesse mundo onde tudo é feito pra não durar; ao Rubião, ao Quincas Borba homem e ao Quincas Borba cão, que me fizeram delicadamente ceder à placidez do colo de Morfeu quando a raiva ainda se agitava no meu peito; e principalmente a ela.Ela, com certeza, é muito mais do que um detalhe na minha vida.Meu refúgio, minha fortaleza, meu confessionário, meu Muro das Lamentações...aquela que ri comigo, de mim e pra mim; a única pessoa que arrasa no vídeo game só pra agradar um pirralho; aquela pessoinha menor que eu (nem tanto assim), mas que se incha de orgulho dessa destrambelhada aqui.
Mãe.
O maior de todos os detalhes que me fazem querer continuar viva.
Te amo tanto que nem sei dizer o quanto...
Saindo dos assuntos tensos dos últimos posts, oferto esse ao céu azul, claro mesmo à noite; à minha voz de radialista particular preferida, que me acalma, me seduz, me faz refletir e viajar; à árvore de Natal montada com meu irmão, às bolinhas que esse ano milagrosamente não sumiram, ao pisca-pisca que não queimou, à tosca e reluzente estrela no alto do nosso ''gigantesco'' pinheiro ''natural''; à fuga do bicho preto, também chamado de ''mamangava'' aqui em casa; às duas mensagens seguidas e animadoras que li logo pela manhã; ao violão, que mesmo um pouco desafinado, permanece com seu som inabalável nesse mundo onde tudo é feito pra não durar; ao Rubião, ao Quincas Borba homem e ao Quincas Borba cão, que me fizeram delicadamente ceder à placidez do colo de Morfeu quando a raiva ainda se agitava no meu peito; e principalmente a ela.Ela, com certeza, é muito mais do que um detalhe na minha vida.Meu refúgio, minha fortaleza, meu confessionário, meu Muro das Lamentações...aquela que ri comigo, de mim e pra mim; a única pessoa que arrasa no vídeo game só pra agradar um pirralho; aquela pessoinha menor que eu (nem tanto assim), mas que se incha de orgulho dessa destrambelhada aqui.
Mãe.
O maior de todos os detalhes que me fazem querer continuar viva.
Te amo tanto que nem sei dizer o quanto...
domingo, 29 de novembro de 2009
...
Como podem falar tão frivolamente de falsidade e se adequar a ela?
É justo quererem roubar o que eu sinto, a única coisa que preenche o oco da minha alma, por um capricho?E se não fosse um capricho, que lutasse, que brigasse, que corresse riscos como eu faço agora.Arrisco não uma, mas várias amizades em nome de um sentimento real, uma presença onipresente, um sonho que eu ouso tornar realidade.Um alguém que só me motiva a ser melhor, também vai ser a causa do rompimento de uma amizade?Não.Se a amizade se romper não será por causa desse alguém, ou do sentimento que eu guardo em mim, mas pela superficialidade alheia, da base mal estruturada de outras relações, da falta de diálogo, da infantilidade, da possessividade de outrem.
Podem argumentar, dizendo que é fácil jogar a culpa nas costas dos outros.Mas o fato é que eu também morro por dentro; não por remorso, por que eu sei que não fiz nada errado (amar não é errado), mas por ver uma amizade agonizar até a morte, ver uma pessoa querida sofrer e saber que ela me culpa por esse sofrimento, quando, na verdade, ela que não soube o que queria, não soube agarrar com força, se lançar na intensidade de um jogo que não é de cartas, mas é a vida real, com sentimentos reais, vontades, desejos reais.Parece cinismo que eu, a rainha do mundo do faz-de-conta, esteja aqui tentando dar lição de moral pra garota pé no chão da turma...Incoerente com a minha realidade isso...Mas totalmente aceitável sob o prisma que eu, independente do que fui, sou e serei, assumi o meu âmago, encontrei onde me apoiar, e lutei por ele.Fui franca, disso não me arrependo.E credito aqui que devo um tanto dessa minha coragem a ele, que me quis como eu sou, correu atrás, e teve fé tamanha que moveu as montanhas da minha covardia.Lutei e luto por ele.Ele é meu, e só ele pode me negar isso.
Não digo que sou adulta o suficiente para os ditames da sociedade, mas a meu ver só alguém adulto pode tomar decisões.E tomá-las implica também aceitar as consequências, corretas ou não, que a vida vai impor.Isso é acreditar no poder das escolhas, e acreditar que o caminho vale mais do que as pedras.Eu não o escolhi por que era a única opção, mas o fiz de forma consciente o bastante para que agora eu ainda persista nele, tendo ou não volta, apesar de todos os tropeços ao longo da estrada.
Eu o amo.
E nada vai tirar isso de mim.
A não ser ele mesmo.
Meu Mag ♥
nos arquivos do blog, existe isso: http://nina19-99meumundo.blogspot.com/2008/08/hum.html , meio que o ''início'' desse amor. Lembro que eu escrevi esse post aqui quase tão triste quanto agora...
É justo quererem roubar o que eu sinto, a única coisa que preenche o oco da minha alma, por um capricho?E se não fosse um capricho, que lutasse, que brigasse, que corresse riscos como eu faço agora.Arrisco não uma, mas várias amizades em nome de um sentimento real, uma presença onipresente, um sonho que eu ouso tornar realidade.Um alguém que só me motiva a ser melhor, também vai ser a causa do rompimento de uma amizade?Não.Se a amizade se romper não será por causa desse alguém, ou do sentimento que eu guardo em mim, mas pela superficialidade alheia, da base mal estruturada de outras relações, da falta de diálogo, da infantilidade, da possessividade de outrem.
Podem argumentar, dizendo que é fácil jogar a culpa nas costas dos outros.Mas o fato é que eu também morro por dentro; não por remorso, por que eu sei que não fiz nada errado (amar não é errado), mas por ver uma amizade agonizar até a morte, ver uma pessoa querida sofrer e saber que ela me culpa por esse sofrimento, quando, na verdade, ela que não soube o que queria, não soube agarrar com força, se lançar na intensidade de um jogo que não é de cartas, mas é a vida real, com sentimentos reais, vontades, desejos reais.Parece cinismo que eu, a rainha do mundo do faz-de-conta, esteja aqui tentando dar lição de moral pra garota pé no chão da turma...Incoerente com a minha realidade isso...Mas totalmente aceitável sob o prisma que eu, independente do que fui, sou e serei, assumi o meu âmago, encontrei onde me apoiar, e lutei por ele.Fui franca, disso não me arrependo.E credito aqui que devo um tanto dessa minha coragem a ele, que me quis como eu sou, correu atrás, e teve fé tamanha que moveu as montanhas da minha covardia.Lutei e luto por ele.Ele é meu, e só ele pode me negar isso.
Não digo que sou adulta o suficiente para os ditames da sociedade, mas a meu ver só alguém adulto pode tomar decisões.E tomá-las implica também aceitar as consequências, corretas ou não, que a vida vai impor.Isso é acreditar no poder das escolhas, e acreditar que o caminho vale mais do que as pedras.Eu não o escolhi por que era a única opção, mas o fiz de forma consciente o bastante para que agora eu ainda persista nele, tendo ou não volta, apesar de todos os tropeços ao longo da estrada.
Eu o amo.
E nada vai tirar isso de mim.
A não ser ele mesmo.
Meu Mag ♥
nos arquivos do blog, existe isso: http://nina19-99meumundo.blogspot.com/2008/08/hum.html , meio que o ''início'' desse amor. Lembro que eu escrevi esse post aqui quase tão triste quanto agora...
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Minha História
Ridículo o que um telefonema (ou a ausência dele) pode fazer com uma pessoa.
Terceiro post de hoje.Creio que tanto assunto vem da abstinência de msn e de uma certa droga viciante e energizante enflechada pelo Cupido...
Eu faria mais um post exagerado, egocêntrico e dramático, mas tudo isso se perdeu quando ouvi aquela maldita voz me desejando boa noite, me lembrando das promessas de sábado, me fazendo sorrir que nem uma idiota, e, principalmente, me fazendo perder o direcionamento desse post.Foco, Marina, foco.
Bom, o fato é que, em relação aos escritos anteriores, eu evoluí.Ganhei duas partidas de xadrez - e perdi duas - e o buraco pareceu se preencher de novo com a minha história, o que já é alguma coisa, apesar de não ser exatamente o certo.Eu ainda preciso descobrir como tampar eu mesma esses buracos, e sem recorrer ao blog pra tentar informar isso a algum desocupado que por via das dúvidas esteja lendo esse texto (texto?faz-me rir) estranho e centralizado na idéia ''eu''.Desculpem-me, por favor (porquê do plural, aliás?).Estou cansada, esgotada de provas, partidas e de mim mesma.Queria ser uma personagem dum livro, só um pouquinho.Policial, de preferência.Ou fantástico, aventura, até romance.
Definitivamente, preciso aprender a escrever a minha própria história.
Mãos a obra!
Terceiro post de hoje.Creio que tanto assunto vem da abstinência de msn e de uma certa droga viciante e energizante enflechada pelo Cupido...
Eu faria mais um post exagerado, egocêntrico e dramático, mas tudo isso se perdeu quando ouvi aquela maldita voz me desejando boa noite, me lembrando das promessas de sábado, me fazendo sorrir que nem uma idiota, e, principalmente, me fazendo perder o direcionamento desse post.Foco, Marina, foco.
Bom, o fato é que, em relação aos escritos anteriores, eu evoluí.Ganhei duas partidas de xadrez - e perdi duas - e o buraco pareceu se preencher de novo com a minha história, o que já é alguma coisa, apesar de não ser exatamente o certo.Eu ainda preciso descobrir como tampar eu mesma esses buracos, e sem recorrer ao blog pra tentar informar isso a algum desocupado que por via das dúvidas esteja lendo esse texto (texto?faz-me rir) estranho e centralizado na idéia ''eu''.Desculpem-me, por favor (porquê do plural, aliás?).Estou cansada, esgotada de provas, partidas e de mim mesma.Queria ser uma personagem dum livro, só um pouquinho.Policial, de preferência.Ou fantástico, aventura, até romance.
Definitivamente, preciso aprender a escrever a minha própria história.
Mãos a obra!
a menina que roubava livros
Narrado de maneira brilhante e excepcional por uma personagem...fascinante (dependendo do ponto de vista), esse livro tem como plano de fundo a Alemanha da Segunda Guerra Mundial.Com brilhante maestria, conta a saga de uma garota que descobriu o poder das palavras nas mãos do Führer, do seu amigo judeu escondido no porão, do seu papai e da sua mamãe, e em suas próprias mãos.
Uma obra bela e triste, que nos arrebata com a sugestiva última frase da narradora: ''Os seres humanos me assombram''.
A importância dos pequenos gestos que encerram em si toda a verdade da alma de quem os pratica, a arte do furto praticada por uma garota que mal sabe ler inicialmente, a fé, a vida, e a Morte, o amor.Tudo isso misturado nesse fascinante romance.
A seguir, duas intrigantes passagens do livro que deixarão, espero, um gostinho de ''quero-mais''.
''...AS SAUDAÇÕES NATALINAS DE MAX VANDERBURG:
- Muitas vezes, Liesel, eu gostaria que isso tudo acabasse, mas aí, de algum modo, você faz uma coisa como descer ao porão carregando um boneco de neve.''
''...Liesel observou o menino.Como as coisas haviam mudado, de ladrão de frutas a doador de pão!O cabelo louro de Rudy, embora mais escuro, parecia uma vela.Ela ouviu o estômago do amigo roncar - e ele estava dando pão às pessoas.
Seria isso a Alemanha?
Seria essa a Alemanha nazista?''
Recomendo xD.
Ideologia...eu quero uma pra viver!
É como se uma bomba-relógio estivesse tiquetaqueando dentro do meu peito, no lugar do coração.Me sinto, ao mesmo tempo, vazia e ameaçada por algum fantasma invisível.A angústia sem explicação me incomoda o suficiente para que as cores do céu estejam cinzentas, bem ao gosto da Morte.Assaltada por sentimentos alheios em um curto período de tempo, me dou conta do indizível oco dentro de mim, preenchido vez por outra por presenças que atuam como oxigênio na minha alma.Mas ainda sim o oco, com toda a força da palavra.
Tento preenchê-lo substituindo, como num jogo de xadrez, a dama pelas torres, bispos, cavalos.Nada, porém, tem a mobilidade, sutileza, beleza dela.Única, definidora de encruzilhadas, algo pelo qual vale a pena lutar, se sacrificar.Sem ela, a partida não tem o time certo, as jogadas não se combinam, e o xeque (mesmo que for mate) não tem o mesmo sabor.Perdê-la em defesa do rei é...aceitável.Perdê-la por um descuido causa esse buraco que eu sinto agora.
Uma maneira de tentar tapá-lo é me embriagando de histórias, apresentadas de diversas maneiras.Nenhuma, porém, me faz esquecer definitivamente a minha própria história; nenhuma aventura, suspense, romance, ação que eu acompanho fervorosamente a cada semana me faz diminuir o buraco.Esse, oculto sob as palavras, imagens, sons de outras personagens, aumenta gradativamente, e meu antídoto vira meu veneno.Um preço que eu, puerilmente, aceito pagar em troca de algumas páginas de emoção.
Preencher o vazio...Uma tarefa que eu preciso aprender sozinha, auto-didaticamente.Sem livros, músicas, amor ou amizade.Eu e meus pensamentos, vazios e silenciosos, secos, estéreis, com gosto de lágrima seca.Não se impressione, encarar-se, descobrir-se não é tão bonito quanto fizeram você acreditar.Mas tem suas compensações.
Eu espero.
Tento preenchê-lo substituindo, como num jogo de xadrez, a dama pelas torres, bispos, cavalos.Nada, porém, tem a mobilidade, sutileza, beleza dela.Única, definidora de encruzilhadas, algo pelo qual vale a pena lutar, se sacrificar.Sem ela, a partida não tem o time certo, as jogadas não se combinam, e o xeque (mesmo que for mate) não tem o mesmo sabor.Perdê-la em defesa do rei é...aceitável.Perdê-la por um descuido causa esse buraco que eu sinto agora.
Uma maneira de tentar tapá-lo é me embriagando de histórias, apresentadas de diversas maneiras.Nenhuma, porém, me faz esquecer definitivamente a minha própria história; nenhuma aventura, suspense, romance, ação que eu acompanho fervorosamente a cada semana me faz diminuir o buraco.Esse, oculto sob as palavras, imagens, sons de outras personagens, aumenta gradativamente, e meu antídoto vira meu veneno.Um preço que eu, puerilmente, aceito pagar em troca de algumas páginas de emoção.
Preencher o vazio...Uma tarefa que eu preciso aprender sozinha, auto-didaticamente.Sem livros, músicas, amor ou amizade.Eu e meus pensamentos, vazios e silenciosos, secos, estéreis, com gosto de lágrima seca.Não se impressione, encarar-se, descobrir-se não é tão bonito quanto fizeram você acreditar.Mas tem suas compensações.
Eu espero.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
As Cores
Eu já não era meu nome, minha nacionalidade, qualquer conceito ou idéia.Me libertei, por alguns instantes, de tudo que me ligava a esse mundo de maneira racional, e só o que restou foi uma música ecoando por dentro, uma pulsação estranha, um caleidoscópio de cores.
Fiquei imersa na minha própria subjetividade, e mergulhei, aliviada.Tantas histórias sendo contadas continuamente, vozes e personagens, tudo cessou por um ínfimo momento.Ali, eu era apenas parte das cores que confabulavam secretamente, se misturavam e faziam surgir novas pigmentações.Nenhuma idéia, nenhum ódio, nenhum sentimento que não fosse aquele que surgia, pouco a pouco, sem dizer se era lindo ou terrível.
Metamórficas como as nuvens, as cores moldaram meus pensamentos, me levaram além da razão, me mostraram um surrealismo presente o dia todo nos diversos tons captados pela retina e que nos passam despercebidos...
A música, sob esse novo prisma, se mostrou mais do que ondas harmônicas.Era minha essência, matéria-prima do cerne, e não me tocava; ela era eu mesma; os instrumentos dali funcionavam no ritmo de meus próprios órgãos, me mantendo viva a cada sequência...
Quando prestei atenção naquele sentimento vindo gradativamente, tudo o mais ruiu.As cores, a música, as lembranças de outrora, a realidade sob meus olhos.Por um segundo de eternidade, essa emoção tomou forma, corpo, tinha meus olhos, minhas mãos, minha garganta, era a melodia, a coloração, o tudo.Doía e era belo, ao mesmo tempo.
Foi apenas quando despertei desse devaneio, no meio da aula, que eu percebi que o sentimento era saudade.E que as cores e a música me diziam pra continuar, apesar da nostalgia, apesar da saudade do que ainda viria, apesar das histórias sem fim se alimentando como fantasmas. Apesar de mim mesma.A saudade do que eu sou se alojou em mim, e ela me diz pra continuar.Todo o dia.
Fiquei imersa na minha própria subjetividade, e mergulhei, aliviada.Tantas histórias sendo contadas continuamente, vozes e personagens, tudo cessou por um ínfimo momento.Ali, eu era apenas parte das cores que confabulavam secretamente, se misturavam e faziam surgir novas pigmentações.Nenhuma idéia, nenhum ódio, nenhum sentimento que não fosse aquele que surgia, pouco a pouco, sem dizer se era lindo ou terrível.
Metamórficas como as nuvens, as cores moldaram meus pensamentos, me levaram além da razão, me mostraram um surrealismo presente o dia todo nos diversos tons captados pela retina e que nos passam despercebidos...
A música, sob esse novo prisma, se mostrou mais do que ondas harmônicas.Era minha essência, matéria-prima do cerne, e não me tocava; ela era eu mesma; os instrumentos dali funcionavam no ritmo de meus próprios órgãos, me mantendo viva a cada sequência...
Quando prestei atenção naquele sentimento vindo gradativamente, tudo o mais ruiu.As cores, a música, as lembranças de outrora, a realidade sob meus olhos.Por um segundo de eternidade, essa emoção tomou forma, corpo, tinha meus olhos, minhas mãos, minha garganta, era a melodia, a coloração, o tudo.Doía e era belo, ao mesmo tempo.
Foi apenas quando despertei desse devaneio, no meio da aula, que eu percebi que o sentimento era saudade.E que as cores e a música me diziam pra continuar, apesar da nostalgia, apesar da saudade do que ainda viria, apesar das histórias sem fim se alimentando como fantasmas. Apesar de mim mesma.A saudade do que eu sou se alojou em mim, e ela me diz pra continuar.Todo o dia.
domingo, 15 de novembro de 2009
Domingo
Os meus domingos costumavam ser cinzentos.
Antes eu até gostava bastante deles, por quê era o dia dos meus seriados favoritos.Isso na época que eu ainda assistia seriados.Domingo então era meu melhor dia.
Depois, eu tinha um meio motivo pra gostar dele.Mas eu me enjoava tão fácil...Por que, apesar de legais, meus domingos eram sempre parecidos.E isso cansa.Namorado sem criatividade é um porre ¬¬, por mais bonitinho e engraçado que ele seja.
Bom, o namoro acabo.Pra dizer o mínimo, os domingos ficaram horríveis!
Tediosos, estudiosos, cheios de letras e histórias apaixonantes e viajantes, mas que não eram minhas...
Ultimamente, porém, meus domingos são mais...
COLORIDOS
que lindo isso *-*
Nada de tédio, falta de criatividade, estresse.
Um pouco de cansaço, talvez, mas quem disse que não compensa?
♥
Viva os domingos felizes e estranhos de hoje em dia!
Que sejam longos.
Antes eu até gostava bastante deles, por quê era o dia dos meus seriados favoritos.Isso na época que eu ainda assistia seriados.Domingo então era meu melhor dia.
Depois, eu tinha um meio motivo pra gostar dele.Mas eu me enjoava tão fácil...Por que, apesar de legais, meus domingos eram sempre parecidos.E isso cansa.Namorado sem criatividade é um porre ¬¬, por mais bonitinho e engraçado que ele seja.
Bom, o namoro acabo.Pra dizer o mínimo, os domingos ficaram horríveis!
Tediosos, estudiosos, cheios de letras e histórias apaixonantes e viajantes, mas que não eram minhas...
Ultimamente, porém, meus domingos são mais...
COLORIDOS
que lindo isso *-*
Nada de tédio, falta de criatividade, estresse.
Um pouco de cansaço, talvez, mas quem disse que não compensa?
♥
Viva os domingos felizes e estranhos de hoje em dia!
Que sejam longos.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Pão e Circo atual
Apesar da opinião contrária da minha vó, eu acho que eu assisto muita televisão.Sério.O pior é que eu admito o quanto ela (a TV, não a minha vó) é prejudicial com seu fluxo contínuo de imagens sem filtros, e mesmo assim às vezes ainda me rendo ao seu apelo ''familiar''.Ou seja, eu mesma admito o quanto é irresistível se entregar a certos ''besteirols'' engraçados.
Bom, não quero dar exemplos de imagens e diálogos ridículos e degradantes (isso é o que menos falta a quem fica na frente da telinha no horário ''nobre''), mas é inevitável pra mim não comparar a cultura difundida pelo país afora pelo meio de comunicação mais eficaz com a política do pão e circo da Roma Antiga.
Utilizando-se de artifícios que emburrecem a massa, acaba-se com a individualidade pensante, detona-se o ânimo das revoluções, impede-se que a população reaja contra o governo dominante.O Estado, contando com o baixo desenvolvimento intelectual do povo, amortecido por culturas e espetáculos sórdidos, pode ser livre para subjulgá-lo, sem resistência. As idéias da população são abatidas como animais por novelinhas que parecem babacas, mas na verdade são verdadeiros gladiadores de conceitos éticos.
Sem uma bagagem cultural mínima, sem estudo, sem reflexão, o temor nunca estará no lugar certo.O governo deve temer seu povo, e não o povo temer seu governo.
ps: não generalizei toda a programação televisiva, existem coisas ''filtráveis''.E não me excluí, de forma alguma, da população passiva que se anestesia.Eu só tento lutar contra isso, e a partir de mim mesma.
Indicação de filme: ''V de Vingança''
Bom, não quero dar exemplos de imagens e diálogos ridículos e degradantes (isso é o que menos falta a quem fica na frente da telinha no horário ''nobre''), mas é inevitável pra mim não comparar a cultura difundida pelo país afora pelo meio de comunicação mais eficaz com a política do pão e circo da Roma Antiga.
Utilizando-se de artifícios que emburrecem a massa, acaba-se com a individualidade pensante, detona-se o ânimo das revoluções, impede-se que a população reaja contra o governo dominante.O Estado, contando com o baixo desenvolvimento intelectual do povo, amortecido por culturas e espetáculos sórdidos, pode ser livre para subjulgá-lo, sem resistência. As idéias da população são abatidas como animais por novelinhas que parecem babacas, mas na verdade são verdadeiros gladiadores de conceitos éticos.
Sem uma bagagem cultural mínima, sem estudo, sem reflexão, o temor nunca estará no lugar certo.O governo deve temer seu povo, e não o povo temer seu governo.
ps: não generalizei toda a programação televisiva, existem coisas ''filtráveis''.E não me excluí, de forma alguma, da população passiva que se anestesia.Eu só tento lutar contra isso, e a partir de mim mesma.
Indicação de filme: ''V de Vingança''
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Quase conto
Um porta-retrato que literalmente faz seu dono viajar nas fotos.
Um garoto e um velho, destinos que se entrelaçam num ciclo sem início nem fim.
Uma traição, uma dúvida, uma decisão que pode mudar para sempre a existência de Henrique.
Memórias presas por uma maldição que luta para se cumprir.
Esses são os ingredientes dum quase conto escrito em parceria com um alguém muito talentoso.Você leria?;D
Um garoto e um velho, destinos que se entrelaçam num ciclo sem início nem fim.
Uma traição, uma dúvida, uma decisão que pode mudar para sempre a existência de Henrique.
Memórias presas por uma maldição que luta para se cumprir.
Esses são os ingredientes dum quase conto escrito em parceria com um alguém muito talentoso.Você leria?;D
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
A Sombra do Vento
Li a algum tempo o romance do escritor Carlos Ruiz Záfon ''A Sombra do Vento''.Primeiramente, eu tinha ficado intrigada com o título curioso.Depois, me envolvi tanto na narrativa que ele me pareceu apenas mais um detalhe.
O primeiro capítulo do livro se chama ''Cemitério dos Livros Esquecidos'' (que me lembra insistentemente da foto de Cristiano Mascaro >), e no todo o livro é uma grande teia de personagens, tramas que se entrelaçam, subhistórias, paisagens magníficas, e principalmente, um tributo aos livros, aos escritores, à arte de imaginar e coser com as palavras.O livro, em si, é fantástico.E os outros livros existentes dentro dele são magníficos!
Bom, a idéia era postar uma 'resenha literária', pra ir treinando o gênero, mas me sinto tentada a arriscar fazer uma interpretação e alguns paralelos a respeito do título do livro.
A sombra do vento...
Algo inumanamente presente, invisível, porém real.É uma verdadeira perda de crença acreditar apenas no que é tangível, sólido, material, sensível aos 5 sentidos.
Pra mim, a sombra do vento é como o rosto da música, o som do Sol, o percurso das palavras.Podem parecer coisas incoerentes, mas a arte de escrever faz ver tudo isso.Ser você mesmo por meio de suas palavras escritas é materializar idéias, sonhar a realidade, cavalgar nas asas do seu próprio coração.
Às vezes me sinto meio anti-social demais.Quantas e quantas vezes prefiro a companhia de um livro do que uma conversinha jogada fora, mais uma sem sentido?Perdi as contas.Não sei se isso é certo ou errado, mas me é muito mais instigante me entregar aos deleites de uma boa história do que me perder em comentários tantas vezes monótonos, sem nada a emocionar, aventurar, refletir.
É estranho preferir mergulhar num ritmo excitante, ao invés de apenas dançar a música?
Não sei.Sinceramente, pouco me importa.Se escolhemos quem somos e o que podemos fazer, escolho ser eu mesma, e dançar a filosofia orquestrada no livro da vida, concebido na sombra do vento.
O primeiro capítulo do livro se chama ''Cemitério dos Livros Esquecidos'' (que me lembra insistentemente da foto de Cristiano Mascaro >), e no todo o livro é uma grande teia de personagens, tramas que se entrelaçam, subhistórias, paisagens magníficas, e principalmente, um tributo aos livros, aos escritores, à arte de imaginar e coser com as palavras.O livro, em si, é fantástico.E os outros livros existentes dentro dele são magníficos!Bom, a idéia era postar uma 'resenha literária', pra ir treinando o gênero, mas me sinto tentada a arriscar fazer uma interpretação e alguns paralelos a respeito do título do livro.
A sombra do vento...
Algo inumanamente presente, invisível, porém real.É uma verdadeira perda de crença acreditar apenas no que é tangível, sólido, material, sensível aos 5 sentidos.
Pra mim, a sombra do vento é como o rosto da música, o som do Sol, o percurso das palavras.Podem parecer coisas incoerentes, mas a arte de escrever faz ver tudo isso.Ser você mesmo por meio de suas palavras escritas é materializar idéias, sonhar a realidade, cavalgar nas asas do seu próprio coração.
Às vezes me sinto meio anti-social demais.Quantas e quantas vezes prefiro a companhia de um livro do que uma conversinha jogada fora, mais uma sem sentido?Perdi as contas.Não sei se isso é certo ou errado, mas me é muito mais instigante me entregar aos deleites de uma boa história do que me perder em comentários tantas vezes monótonos, sem nada a emocionar, aventurar, refletir.
É estranho preferir mergulhar num ritmo excitante, ao invés de apenas dançar a música?
Não sei.Sinceramente, pouco me importa.Se escolhemos quem somos e o que podemos fazer, escolho ser eu mesma, e dançar a filosofia orquestrada no livro da vida, concebido na sombra do vento.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
Miopia & Hipermetropia
Só quem tem que usar óculos sabe como é chato.Tudo bem, generalizei.Mas quem, em sã consciência, ia gostar de ter que usar qualquer tipo de acessório simplesmente para enxergar?
Existem outras soluções para problemas oculares, como lentes e até operações.Mas existe também a cegueira, irreversível tantas vezes.E também há a possibilidade desses problemas não serem físicos, mas subjetivos.
Quantas vezes ao longo da vida nos comportamos como míopes, insistindo em não enxergar além do limite que nos foi imposto, não buscando além da informação, não olhando o próximo que tanto sofre.Nos acomodando nessa deficiência visual, acabamos atrofiando esse sentido, e chega um momento que ele não é mais parte de nós, apenas subexiste como mais um gene qualquer herdado dos pais, usado tão somente para ver futilidades, despreparado para apreciar o que é infinitamente bom e belo pois nunca conheceu o cruelmente ruim e feio.Acredito que só é digno e apto a ser feliz quem vê e reflete sobre a tristeza, essa ausência de tantas coisas, gerada inclusive pela escolha de esquecer o lado de fora e olhar só pra dentro, numa insalubre atitude de auto-preservação da retina ocular, como se o lado de dentro fosse menos incoerente do que o de fora.
Mas também existe a hipermetropia em versão não tangível.Não olhar (ou pior, não ver) o que está perto, tão perto que chega a ser dentro.Interromper a busca por si mesmo em algum momento da vida me parece tão grave quanto alienar-se em si mesmo.Não mais buscar um ponto de encontro entre o eu e o mundo, não tentar entender sua própria cerne mutável, é como assassinar-se aos poucos, se abandonar à deriva do desconhecido, perder a oportunidade de se deleitar consigo mesmo.Lembrando, claro, que a visão exige clareza.Não ver apenas as facetas coloridas, mas também as escuras, entrevadas, e tentar melhorá-las quando possível.
A cegueira irreversível de quem não vê nem ao mundo, nem a si mesmo, deve ser a pior condição humana.Ressalto que não me refiro à cegueira física, essa que é encarada com tanto brio por vários deficientes, mas àquela que envolve o ser humano pobre de espírito, que não estuda, não busca, não trabalha, não questiona, não pensa, apenas se acomoda na escuridão da ignorância e no vazio da pacividade.
Parafraseando ''A Ponte para Terabítea'':
Abra os olhos, e deixe a mente bem alerta.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
>Momento Narciso<
Eu?
Mistura esquisita de tantos livros, tantas músicas, tantas histórias...
Se eu fosse uma religião... seria o Islamismo, pois aprendi em minhas aulas auto-didatas sobre História Antiga e Medieval que essa não é uma doutrina pura, é a mistura de tantas outras...
Se eu fosse uma cor, seria o amarelo.Eu amo o Sol, e meu humor também o ama.Amarelo claro, indiscreto ou despercebido, dependendo de quem olha.Calor, energia, criatividade.
Se eu fosse uma música...Simplesmente estaria como estou agora: me perguntando 'quem sou eu'.
Se eu fosse um lugar...gostaria de ser uma grande catedral, pra guardar dentro de mim a magnitude, a paz, os segredos, a fé, os pecados, as redenções de tantas personagens...
Se eu fosse um livro...ainda estaria no índice, mas já teria escrito o epílogo como prefácio.
Se eu fosse um caminho...seria cheio de curvas, retornos, quedas, tropeços, companhias distraídas e estrelas que não guiariam, apenas prosseguiriam comigo em meus passos lentos e vigorosos.
Se eu fosse um sonho...seria uma imperatriz dum mundo desconhecido e excitante, seria a dama de um rei, a parte de uma profecia.
Se eu tivesse que escolher entre 'amar' e 'ser feliz' cairia invariavelmente na minha teia de perguntas da qual não consigo escapar quando não entendo a diferença entre dois termos.
Se eu fosse um dia da semana...seria o domingo.Mesmo achando que ele é cinza tedioso...seria eu.Não por escolha.Por sinceridade.
Se eu fosse uma personagem histórica, qualquer uma, escolheria ser a inventora das palavras.
Se eu pudesse escolher quem eu seria, talvez, só talvez, diante dessa nova perspectiva de vida que se abre à minha frente e me faz refletir sobre tudo que eu achava já definitivo, eu escolheria ser eu mesma.
Por que talvez, no fundo, não importa quem você é.Seus defeitos, seus dons, seus medos, seus esqueletos no armário...São detalhes.Quem sabe não é você mesmo que DETERMINA quem é, fazendo das suas ações as encruzilhadas definidoras de personalidades.Não as proclamadas em consultórios psicológicos, mas aquelas únicas, formadas por cada bizarra faceta oculta de nossas experiências de vida, aquelas que secretamente se proclamam na nossa egoísta e irrefreável análise mundana.
Quem sou eu?
Eu sou aquilo que eu decidir fazer com minhas mãos, o caminho que eu trilhar com meus pés, sou da altura que meus pensamentos puderem chegar.
Meu maior sonho?
Aprender a sonhar direito.Por agora, sonho à minha maneira.Toda esquerda, toda equivocada, errada nos conceitos, canhota na alma, sempre na contra-mão.
Sempre cheia de planos, de listas, de injustiças cometidas, egoísta e ciumenta.
Hermeticamente falante, brutalmente poética, intensamente viva e amante, antítese de mim mesma.
Pistoleira de fantasmas, cega de desejos, apenas a nota desafinada de uma melodia harmônica.
Mistura esquisita de tantos livros, tantas músicas, tantas histórias...
Se eu fosse uma religião... seria o Islamismo, pois aprendi em minhas aulas auto-didatas sobre História Antiga e Medieval que essa não é uma doutrina pura, é a mistura de tantas outras...
Se eu fosse uma cor, seria o amarelo.Eu amo o Sol, e meu humor também o ama.Amarelo claro, indiscreto ou despercebido, dependendo de quem olha.Calor, energia, criatividade.
Se eu fosse uma música...Simplesmente estaria como estou agora: me perguntando 'quem sou eu'.
Se eu fosse um lugar...gostaria de ser uma grande catedral, pra guardar dentro de mim a magnitude, a paz, os segredos, a fé, os pecados, as redenções de tantas personagens...
Se eu fosse um livro...ainda estaria no índice, mas já teria escrito o epílogo como prefácio.
Se eu fosse um caminho...seria cheio de curvas, retornos, quedas, tropeços, companhias distraídas e estrelas que não guiariam, apenas prosseguiriam comigo em meus passos lentos e vigorosos.
Se eu fosse um sonho...seria uma imperatriz dum mundo desconhecido e excitante, seria a dama de um rei, a parte de uma profecia.
Se eu tivesse que escolher entre 'amar' e 'ser feliz' cairia invariavelmente na minha teia de perguntas da qual não consigo escapar quando não entendo a diferença entre dois termos.
Se eu fosse um dia da semana...seria o domingo.Mesmo achando que ele é cinza tedioso...seria eu.Não por escolha.Por sinceridade.
Se eu fosse uma personagem histórica, qualquer uma, escolheria ser a inventora das palavras.
Se eu pudesse escolher quem eu seria, talvez, só talvez, diante dessa nova perspectiva de vida que se abre à minha frente e me faz refletir sobre tudo que eu achava já definitivo, eu escolheria ser eu mesma.
Por que talvez, no fundo, não importa quem você é.Seus defeitos, seus dons, seus medos, seus esqueletos no armário...São detalhes.Quem sabe não é você mesmo que DETERMINA quem é, fazendo das suas ações as encruzilhadas definidoras de personalidades.Não as proclamadas em consultórios psicológicos, mas aquelas únicas, formadas por cada bizarra faceta oculta de nossas experiências de vida, aquelas que secretamente se proclamam na nossa egoísta e irrefreável análise mundana.
Quem sou eu?
Eu sou aquilo que eu decidir fazer com minhas mãos, o caminho que eu trilhar com meus pés, sou da altura que meus pensamentos puderem chegar.
Meu maior sonho?
Aprender a sonhar direito.Por agora, sonho à minha maneira.Toda esquerda, toda equivocada, errada nos conceitos, canhota na alma, sempre na contra-mão.
Sempre cheia de planos, de listas, de injustiças cometidas, egoísta e ciumenta.
Hermeticamente falante, brutalmente poética, intensamente viva e amante, antítese de mim mesma.
Pistoleira de fantasmas, cega de desejos, apenas a nota desafinada de uma melodia harmônica.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Apologia à Afrodite - post dedicado ao Mag ♥


Hum...o amor aos dezesseis anos...
Zombem de mim, perguntando o que eu posso saber dele nessa idade.Podem rir.EU não me importo.Eu amo, e sou amada.Ponto final.
Não estou sendo desleal, pois o amor não é assim.Não sou normal nem banal.Eu ando nas nuvens, irracionalmente, o dia todo.Compartilho segredos, entrego minha alma e meu coração.Invento brincadeiras, tento ser a melhor possível, divido e multiplico um mundo particular.
E acima de tudo, eu ACREDITO.
A crença naquele que me provoca, que não é perfeito mas se parece tanto comigo que até desconfio ter vindo do mesmo planeta que eu.^^
Descobri que não importa quem EU esteja procurando.Alguém me procura, e é a esse alguém que me entrego pouco a pouco.É esse alguém que me conquista, se fazendo de amante, mas que me faz amar.
O que pode ser, além de amor?
Dedicar os meus instantes a esse sentimento calmo e (não mais) platônico, que me seduz, me instiga a saber mais, a crescer, a enxergar no mundo uma razão maior para todos os sons existirem e interagirem na ópera da vida, é o caminho para a minha felicidade.
Abandonar o egoísmo, enxergar minha ignorância, debater meus ideais, sanar (ou aquiescer ?^^) minhas dúvidas, lutar por algo melhor.Quem, além dele, me abriria tantas possibilidades em mim mesma?
Não preciso da agitação, não me encontro, anti-social como sou, à vontade no meio da multidão solitária.Tendo ele posso me esconder num canto do universo, contar estrelas cadentes no seu olhar, ser andarilha de livros, música e história...
Que seus dias sejam longos sobre a terra, mon age.
Mago, Fantasma e Guerreiro.Meu Mag, que me preparou uma armadilha e tocou a minha alma.Meu grifo que anda comigo sobre a terra, viaja sobre os ares, e caminha ritmado com minha pulsação por entre os confins do meu cerne.Mas que importa no final é a história?Pois bem, que assim seja.Não apenas a sua ou a minha história, mas que seja a nossa.Ou as nossas.Haverá água se Deus quizer.
C.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
2A!amigosparasempre lalalalalala♪
Estudo no segundo ano do ensino médio, numa escola pública, e com certas deficiências de professores.Até aí, nada incomum.Mas a nossa classe (2A) criou um vínculo tão forte entre si...Parece clichê dizer, mas é a verdade.Nos unimos em todos os momentos: nas zueras, nas dificuldades, nas provas, nas colas...Até na hora de estudar - pasmem!
Foi como se reunissem numa classe só alunos curiosíssimos, super interessados em aprender, desde que lhes seja ensinado devidamente, e extremamente vivos, talentosos, dedicados!
E foi nesse cenário de super alto astral que hoje eu e amigas conversamos sobre o eminente fim de tudo isso.Não dessa amizade linda que construímos desde o ano passado, mas da convivência diária que nos possibilitou enriquecer nossas relações dia-a-dia.Por que infelizmente todos nós vamos crescer, seguir nossos caminhos, nos separar.A escola como a conhecemos vai ter um fim.Não querendo entrar na questão do quanto é injusto nos obrigarem a frequentar o colégio por cerca de 11 anos, e de repente em função dum aniversário de maioridade sermos simplesmente considerados 'educados', e desprovidos de um amparo que possibilite oportunidades iguais de conhecimento, deixo aqui apenas meus sentimentos de saudade do presente, nostalgia dessa alegria (e um pouco de presunção, admito) que nos acompanha todas as manhãs...
Dia do Meia&PãoComMortadela; lista de chamada com os apelidos carinhosos (desde Gardenal até Lagartixa, esse último no meu caso); nossas acaloradas discussões orais; nosso sarau; nossa festa de aniversário;as rivalidades pueris;tantas e tantas fotos idiotas e felizes, e todo dia as mesmas caras de sono e 'aaai, que fooooome, quero amendoim!'...Tudo isso vai fazer uma baita falta.
Droga.Que mania besta eu tenho de sofrer por antecipação!
Por que o pra sempre só existe na lembrança!
AMO VOCÊS!!
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Lista
Um monte de gente faz essas listinhas de 'Coisas a fazer antes de morrer' quando descobre que tem alguma doença terminal.Resolvi me antecipar simplesmente.Não a uma doença.A uma listinha idiota e que será engraçada daqui alguns anos.
-Reler a Torre Negra;
-Publicar um livro (pelo menos) e VENDÊ-LO;
-Aprender a dirigir;
-Me adaptar a mudanças;
-Comprar um computador decente;
-Comprar livros;
-Viajar, viajar e viajar (bem acompanhada);
-Pintar meu quarto de amarelo;
-Aprender a andar de salto, a tocar violão direito, a cozinhar alguma especialidade;
-Assistir 'Star Wars';
-Aprender dança de salão;
-Ensinar alguma coisa a alguém;
-Ganhar do Pedro no xadrez (sem ele deixar);
-Superar fobia de fenômenos astronômicos;
-Fazer novos amigos;
-Conservar meus amigos;
-Nunca mais ser dependente de um diário;
-Orgulhar meus pais;
-Ser melhor com meu irmão;
-Casar (O.o);
-Ter mais de 800 amigos no orkut;
-Compor uma música;
-Viver uma grande aventura.
Entre tantas futilidades e banalidades, antes de morrer quero, principalmente, ser FELIZ!!!
-Reler a Torre Negra;
-Publicar um livro (pelo menos) e VENDÊ-LO;
-Aprender a dirigir;
-Me adaptar a mudanças;
-Comprar um computador decente;
-Comprar livros;
-Viajar, viajar e viajar (bem acompanhada);
-Pintar meu quarto de amarelo;
-Aprender a andar de salto, a tocar violão direito, a cozinhar alguma especialidade;
-Assistir 'Star Wars';
-Aprender dança de salão;
-Ensinar alguma coisa a alguém;
-Ganhar do Pedro no xadrez (sem ele deixar);
-Superar fobia de fenômenos astronômicos;
-Fazer novos amigos;
-Conservar meus amigos;
-Nunca mais ser dependente de um diário;
-Orgulhar meus pais;
-Ser melhor com meu irmão;
-Casar (O.o);
-Ter mais de 800 amigos no orkut;
-Compor uma música;
-Viver uma grande aventura.
Entre tantas futilidades e banalidades, antes de morrer quero, principalmente, ser FELIZ!!!
Por Você
Por você eu dançaria tango no teto
Eu limparia os trilhos do metrô
Eu iria a pé do Rio a Salvador
Eu aceitaria a vida como ela é
Viajaria a prazo pro inferno
Eu tomaria banho gelado no inverno
Por você eu deixaria de beber
Por você eu ficaria rico num mês
Eu durmiria de meia pra virar burguês
Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo dia a mesma mulher
Por você!Por você!
Conseguiria até ficar alegre
Pintaria todo o céu de vermelho
Eu teria mais herdeiros que um coelho...
POR VOCÊ...e pq?
POR QUE EU TE AMO!
Só o amor pra me fazer pensativa, introspectiva, feliz desse jeito.
Me deixar insegura com relação ao que antes eu achava tão definitivo, me provocar com opiniões diferentes, me incentivar a crescer.Amor-amigo, Amor-paciência, Amor-tangível, meu sonho louco.Meu Mag ♥
Eu limparia os trilhos do metrô
Eu iria a pé do Rio a Salvador
Eu aceitaria a vida como ela é
Viajaria a prazo pro inferno
Eu tomaria banho gelado no inverno
Por você eu deixaria de beber
Por você eu ficaria rico num mês
Eu durmiria de meia pra virar burguês
Eu mudaria até o meu nome
Eu viveria em greve de fome
Desejaria todo dia a mesma mulher
Por você!Por você!
Conseguiria até ficar alegre
Pintaria todo o céu de vermelho
Eu teria mais herdeiros que um coelho...
POR VOCÊ...e pq?
POR QUE EU TE AMO!
Só o amor pra me fazer pensativa, introspectiva, feliz desse jeito.
Me deixar insegura com relação ao que antes eu achava tão definitivo, me provocar com opiniões diferentes, me incentivar a crescer.Amor-amigo, Amor-paciência, Amor-tangível, meu sonho louco.Meu Mag ♥
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Mundo Perfeito'
Tudo podia ser fácil que nem um bombom de chocolate.Doce, e delicioso.Problemas cotidianos, bloqueios sentimentais, estranhezas interiores e exteriores, e maneiras de mudar o mundo.
Se você aceitar por um instante que tudo seria doce como um chocolate, veja algumas mudanças visíveis na vida:
♦Eu não estaria em pânico por ter que cantar amanhã em público pela primeira vez.Eu estaria extremamente segura e confiante que tudo vai dar certo e não existe nenhuma chance de dar tudo errado, até por quê, sou responsável por apenas metade da minha apresentação.Não posso ser a responsável pelo meu companheiro errar as notas, não é?NÃO É?Além do mais, se fosse doce como o chocolate, ninguém teria a chance de errar nada, e seria uma apresentação perfeita!
♦Não precisaria me controlar pra assumir um compromisso sério tão já, por que simplesmente eu 'deixaria rolar'.Se tudo fosse fácil e gostoso que nem bombom, amar não seria o compromisso mais definitivo de todos, pois eu pensaria que nem todo mundo, e eu estaria louca pra namorar tãocedo e denovo, sem respeitar meu limites de crescimento psicológico.
♦Ah, se tudo fosse fácil que nem um BIS...imagine, eu combinaria com o cara mais simples e normal do mundo, e eu seria calma, comunicativa, convenientemente desleixada.Entenda se puder, mas a verdade é que é muito ruim ser absurdamente aplicada e frequentemente me desesperar com o tempo, minha cabeça oca, minha memória vergonhosa, e a quantidade de coisas que quero aprender.
♦Imagine, se o mundo fosse uma grande panelada de chocolate!Você provaria um pouco, consultaria a receita, e acrescentaria o que faltava, tornando-a saborosa e aperitiva!Com uma bela textura, aroma suave e penetrante, além do gosto descaradamente bom!!!
Sabe, o chocolate só tem um problema.Ele enjoua.Mesmo que seja salpicado com um tom amargo às vezes, provar dum mesmo alimento por muito tempo não é saudável, engorda, e fica chato, insoso, cai no senso comum.Se perde, daí, toda a adrenalina do momento, por que me diz, pra quê uma apresentação perfeita se eu não sou perfeita?Se NINGUÉM é perfeito?Jogar fora a verdadeira sensação atrás de um objetivo inalcansável e 'xoxo' que nem a perfeição?Eu gosto de ser imperfeita, insegura, confusa, complicada, idiota e complexada com coisas pueris.Essa sou eu, e algo perfeito saíndo de mim não seria meu.E não teria minha essência naquilo...E uma decisão rápida, porém que não condiz com os meus pensamentos, também...E com amor de verdade não se brinca.EU AMO, e eu saberei a hora de assumir um compromisso.A maior aliança que posso estabelecer está no coração...A reciprocidade simples e normal não seria bastante.Ninguém teria a menor chance de entender e me amar como quem eu amo.Sem hipérbole, mas FATO: o amor correspondido é sem dúvida o melhor de todos, independente de quem ame. (Ver 'Morro dos Ventos Uivantes', e Catarina e Heatcliffe, o casal de egoístas, excêntricos e cruéis que simplesmente se amavam, o que tornava seu amor algo completo e recíproco).Não vejo alguém incapaz de enxergar beleza na estranhisse me amando.E esse alguém só pode ser assim também, para que o sentimento seja mútuo e o mais intenso possível.Não quero o normal.Quero só quem me ama.
O mundo...chocolate puro!Imagine só!Sem problemas, sem fome, sem injustiças...
Sinceramente, não tenho argumentos que desmoronem essa idéia.Por mais que a visão de um mundo padronizado e perfeitinho me arrepie, não posso, não devo ignorar que o sofrimento humano não vale o preço das idéias e das evoluções.
Por mais que eu seja CONTRA o perfeccionismo em todos os lugares, no MUNDO como um todo não o vejo como nada além de um possível amenizador dos males que o imperfeito homem provocou.Idéia estúpida e útopica essa minha?Sim, sem dúvida.Mas se puderem, POR FAVOR, argumentem se não vale abrir mão do crescimento político, econômico e científico em favor da paz?(lembrando que isso é apenas uma vaga teoria, sem fundamentos, fontes, nenhuma base confiável, docilmente sujeita a reinvindicações, e sem nenhuma atitude plausível para efetivar-se).
Boa noite, e obrigada.
Se você aceitar por um instante que tudo seria doce como um chocolate, veja algumas mudanças visíveis na vida:
♦Eu não estaria em pânico por ter que cantar amanhã em público pela primeira vez.Eu estaria extremamente segura e confiante que tudo vai dar certo e não existe nenhuma chance de dar tudo errado, até por quê, sou responsável por apenas metade da minha apresentação.Não posso ser a responsável pelo meu companheiro errar as notas, não é?NÃO É?Além do mais, se fosse doce como o chocolate, ninguém teria a chance de errar nada, e seria uma apresentação perfeita!
♦Não precisaria me controlar pra assumir um compromisso sério tão já, por que simplesmente eu 'deixaria rolar'.Se tudo fosse fácil e gostoso que nem bombom, amar não seria o compromisso mais definitivo de todos, pois eu pensaria que nem todo mundo, e eu estaria louca pra namorar tãocedo e denovo, sem respeitar meu limites de crescimento psicológico.
♦Ah, se tudo fosse fácil que nem um BIS...imagine, eu combinaria com o cara mais simples e normal do mundo, e eu seria calma, comunicativa, convenientemente desleixada.Entenda se puder, mas a verdade é que é muito ruim ser absurdamente aplicada e frequentemente me desesperar com o tempo, minha cabeça oca, minha memória vergonhosa, e a quantidade de coisas que quero aprender.
♦Imagine, se o mundo fosse uma grande panelada de chocolate!Você provaria um pouco, consultaria a receita, e acrescentaria o que faltava, tornando-a saborosa e aperitiva!Com uma bela textura, aroma suave e penetrante, além do gosto descaradamente bom!!!
Sabe, o chocolate só tem um problema.Ele enjoua.Mesmo que seja salpicado com um tom amargo às vezes, provar dum mesmo alimento por muito tempo não é saudável, engorda, e fica chato, insoso, cai no senso comum.Se perde, daí, toda a adrenalina do momento, por que me diz, pra quê uma apresentação perfeita se eu não sou perfeita?Se NINGUÉM é perfeito?Jogar fora a verdadeira sensação atrás de um objetivo inalcansável e 'xoxo' que nem a perfeição?Eu gosto de ser imperfeita, insegura, confusa, complicada, idiota e complexada com coisas pueris.Essa sou eu, e algo perfeito saíndo de mim não seria meu.E não teria minha essência naquilo...E uma decisão rápida, porém que não condiz com os meus pensamentos, também...E com amor de verdade não se brinca.EU AMO, e eu saberei a hora de assumir um compromisso.A maior aliança que posso estabelecer está no coração...A reciprocidade simples e normal não seria bastante.Ninguém teria a menor chance de entender e me amar como quem eu amo.Sem hipérbole, mas FATO: o amor correspondido é sem dúvida o melhor de todos, independente de quem ame. (Ver 'Morro dos Ventos Uivantes', e Catarina e Heatcliffe, o casal de egoístas, excêntricos e cruéis que simplesmente se amavam, o que tornava seu amor algo completo e recíproco).Não vejo alguém incapaz de enxergar beleza na estranhisse me amando.E esse alguém só pode ser assim também, para que o sentimento seja mútuo e o mais intenso possível.Não quero o normal.Quero só quem me ama.
O mundo...chocolate puro!Imagine só!Sem problemas, sem fome, sem injustiças...
Sinceramente, não tenho argumentos que desmoronem essa idéia.Por mais que a visão de um mundo padronizado e perfeitinho me arrepie, não posso, não devo ignorar que o sofrimento humano não vale o preço das idéias e das evoluções.
Por mais que eu seja CONTRA o perfeccionismo em todos os lugares, no MUNDO como um todo não o vejo como nada além de um possível amenizador dos males que o imperfeito homem provocou.Idéia estúpida e útopica essa minha?Sim, sem dúvida.Mas se puderem, POR FAVOR, argumentem se não vale abrir mão do crescimento político, econômico e científico em favor da paz?(lembrando que isso é apenas uma vaga teoria, sem fundamentos, fontes, nenhuma base confiável, docilmente sujeita a reinvindicações, e sem nenhuma atitude plausível para efetivar-se).
Boa noite, e obrigada.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
REcomeço
É tenso.Voltar a escrever aqui depois de um ano.Me sinto corajosa e idiota.
Ando entusiasmada e apavorada.Os caminhos estão se abrindo e uma encruzilhada me espera logo à frente.A possibilidade de escolher o que aprender e usar isso de maneira útil não só pra ganhar dinheiro, mas por uma causa maior: modificar alguma coisa.Tentar ser importante, não mais famosa, mas importante.Aquela importância das pessoas que não vivem só para si, mas tocam a vida de outros.Não de quem se ama, pois isso é fácil.Mas de quem precisa.
Precisa-se de tanta coisa: saúde, educação, informação, alimentação...e também afeto, carinho, dedicação, atenção, amor...
Perdoe minha pieguice, mas tudo que você faz com amor deixa de ser só o que é e passa a significar algo para as pessoas também.Talvez não o que você pretendia a princípio, mas se você descobrir uma maneira de tocar outras mentes, abri-las para o conhecimento, mostrar-lhes o pouco que sabe e incitá-las a procurar saber por si mesmas deve ser a coisa mais fascinante do mundo.E por mais que digam...'Não faça isso, você vai morrer de fome', 'Você não será valorizada', 'Com tantas opções pra que escolher isso'...Não fará a menor diferença.Quero chegar a esse estado de plenitude onde ouvir profissionais da área te desaconselhando a segui-la não vai mais me frustrar.Quero poder calar a boca de todos que trabalham sem satisfação, e não mais acreditam no poder do conhecimento.A eles, por enquanto, só os meus pêsames a suas infames opiniões.No futuro, quem sabe, o meu trabalho direcionado a seus filhos.
Afinal, compartilhar e dividir conhecimento não é a mais bela das artes, a mais rica das profissões, a mais perfeita mudança no nosso modo de vida egoísta?
Professora.
''Haverá água se Deus quiser'' (Roland Deschain - A Torre Negra, S. King)
Ando entusiasmada e apavorada.Os caminhos estão se abrindo e uma encruzilhada me espera logo à frente.A possibilidade de escolher o que aprender e usar isso de maneira útil não só pra ganhar dinheiro, mas por uma causa maior: modificar alguma coisa.Tentar ser importante, não mais famosa, mas importante.Aquela importância das pessoas que não vivem só para si, mas tocam a vida de outros.Não de quem se ama, pois isso é fácil.Mas de quem precisa.
Precisa-se de tanta coisa: saúde, educação, informação, alimentação...e também afeto, carinho, dedicação, atenção, amor...
Perdoe minha pieguice, mas tudo que você faz com amor deixa de ser só o que é e passa a significar algo para as pessoas também.Talvez não o que você pretendia a princípio, mas se você descobrir uma maneira de tocar outras mentes, abri-las para o conhecimento, mostrar-lhes o pouco que sabe e incitá-las a procurar saber por si mesmas deve ser a coisa mais fascinante do mundo.E por mais que digam...'Não faça isso, você vai morrer de fome', 'Você não será valorizada', 'Com tantas opções pra que escolher isso'...Não fará a menor diferença.Quero chegar a esse estado de plenitude onde ouvir profissionais da área te desaconselhando a segui-la não vai mais me frustrar.Quero poder calar a boca de todos que trabalham sem satisfação, e não mais acreditam no poder do conhecimento.A eles, por enquanto, só os meus pêsames a suas infames opiniões.No futuro, quem sabe, o meu trabalho direcionado a seus filhos.
Afinal, compartilhar e dividir conhecimento não é a mais bela das artes, a mais rica das profissões, a mais perfeita mudança no nosso modo de vida egoísta?
Professora.
''Haverá água se Deus quiser'' (Roland Deschain - A Torre Negra, S. King)
Assinar:
Postagens (Atom)