Experimentei como é querer definitivamente se fechar em meu mundo hoje com consciencia do que eu fazia.Quis apenas meu canto, minha solidão, pra poder me fechar a tudo que bateu à porta me fazendo ter contato com sentimentos enfadonhos e doídos.Não vou entrar nos pormenores do que houve, nunca fui boa em narrar esse tipo de acontecimento, mas o relevante é que...bem, covarde ou coisa que o valha, é verdade que a realidade nua e crua, tantas vezes feia por seu impacto, vem sempre a nossa procura.Ela é capaz de invadir-nos em lugares que só nós conhecemos, onde nos sentimos tolamente escondidos dela.Não é justo, eu pensei.Mas por que não é?Não é mais injusto ainda dar as costas a quem nos clama, sejam pessoas, situações ou problemas?Não que eu não tenha ficado triste, ou até decepcionada com a descoberta que nossos problemas são nossos, independente de qual avião tentemos embarcar.Mas deve ter me feto um bem saber isso, eu acho.
O que não me impede de ir lá, em meu refúgio, de novo.E agora sei que quando eu sair de lá, é melhor estar pronta pra tudo que eu deixei pra trás e que pode ter virado uma bola de neve.
Tudo bem.Se é esse o preço pra respirar de novo com quem vive dentro de mim, eu pago.Que venham as avalanches!Tenho um exército munido de sal pra te encarar!
Um comentário:
Esse recanto interior é nosso, é o cantinho sagrado. É tudo o que temos em momentos de estresse extremo, de medo, de angústia. E é só entrando dentro dessa redoma de vidro que voltamos a respirar, a sentir o gozo de viver e de dizer: eu vivo - ninguém mais vive por mim, ninguém mais vive assim.
Depois disso, que venham as catacumbas. Já vimos a face interna da moeda - e a moeda é nossa. E o que é nosso, ninguém nos tira - só pensa que tirou, mas segue sendo nosso.
Fazia tempo que eu não refletia sobre a importância dessas incursões em nós mesmos. Fez bem em trazer isso à tona. Lembra-me a frase que meu irmão disse certa vez: "Nothing is stronger than a man".
Puxa, que máxima, não?
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