sexta-feira, 8 de agosto de 2008

É Complicado...

Experimentei como é querer definitivamente se fechar em meu mundo hoje com consciencia do que eu fazia.Quis apenas meu canto, minha solidão, pra poder me fechar a tudo que bateu à porta me fazendo ter contato com sentimentos enfadonhos e doídos.Não vou entrar nos pormenores do que houve, nunca fui boa em narrar esse tipo de acontecimento, mas o relevante é que...bem, covarde ou coisa que o valha, é verdade que a realidade nua e crua, tantas vezes feia por seu impacto, vem sempre a nossa procura.Ela é capaz de invadir-nos em lugares que só nós conhecemos, onde nos sentimos tolamente escondidos dela.Não é justo, eu pensei.Mas por que não é?Não é mais injusto ainda dar as costas a quem nos clama, sejam pessoas, situações ou problemas?Não que eu não tenha ficado triste, ou até decepcionada com a descoberta que nossos problemas são nossos, independente de qual avião tentemos embarcar.Mas deve ter me feto um bem saber isso, eu acho.
O que não me impede de ir lá, em meu refúgio, de novo.E agora sei que quando eu sair de lá, é melhor estar pronta pra tudo que eu deixei pra trás e que pode ter virado uma bola de neve.
Tudo bem.Se é esse o preço pra respirar de novo com quem vive dentro de mim, eu pago.Que venham as avalanches!Tenho um exército munido de sal pra te encarar!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Platônico

Hum... Meu blog não é o que costumam chamar de "popular", mas está feito e me sinto no direito de publicar nele desabafos que podem ficar à mercê de alguém que por acaso os leia e tente me ajudar.Sim, eu preciso de ajuda.O motivo? Aquele que atinge todos os mortais (segundo a mitologia grega, os imortais também) e causa tamanho sofrimento a suas almas já esquálidas que fica difícil descrevê-lo.Ele, o AMOR." A única loucura de um sábio e a única sabedoria de um louco", segundo Shakespeare.Obviamente me identifico mais com o segundo grupo, o que me faz tentar conservar os raros amores que brotam nesse meu coração que já temi (confesso) ser de pedra.Hoje sei que não é.Meu coração alado é burro e inconsequente quanto qualquer outro.O que não deixa de ser um alívio - imagine ser incapaz de amar? - e um carma - amor é ligado pela raiz ao sofrimento.
Bem, o amor que sofro no momento é singelamente platônico.Lindo e puro (nem TÃO puro assim, confesso), ele repousa em meu seio de amante secreta.Amo sem ser amada.Ei!Você moço!É, você mesmo.EU TE AMO.Um amor diferente pois eu soube desde o início com mais uma de minhas premonições baseadas exclusivamente em minha amadora observação do próximo que você nunca me amaria.Eu soube que eu sofreria como uma condenada pela Inquisição toda vez que você me desprezasse, ignorasse, e agisse como meu amigo.Caramba, eu te amo!Por que as pessoas tem que perceber isso?É platônico justamente pra ficar só comigo, embalado em meu colo, alimentado pela minha imaginação, e crescendo clandestinamente dentro de mim.Por que querem me tirar até isso?Aceitei o preço de amar por dois e em silêncio.Isso já não é o bastante?Precisam jogar em minha cara a deslealdade disso?Aceitei sofrer e não por masoquismo, mas para descobrir em mim mesma o amor.Descobrir que em mim existe algo além de insanos objetivos, inflexíveis metas e desajustados valores.Eu quero apenas poder saber em meu interior que sim, sou capaz de amar, sou capaz de sofrer, que sou um ser humano, e não uma máquina.
Pode parecer estranho o que eu tentei falar, mas não importa.Assim como esse bandido do qual aceitei ser cúmplice, sou estranha, complicada, paradoxal de uma vértice a outra, e simplória em mim mesma.Minha simplicidade de aceitar passivamente certas coisas, de compreender que certas decisões não cabem a mim, mas as que cabem devem ser feitas da melhor maneira possível.Assim como a decisão de te amar.Sofrendo silenciosamente, sim, isso é escolha minha.Assim com te amar , e peço ao menos que me deixem cuidar desse amor frágil como um feto, que se alimeta de meu sangue, que é fruto individual, não pertence a mais ninguém.Nem a você.Te amo e sofro por ti por livre arbítrio, e sua presença ou a reciprocidade não importa.Te amo como sempre quis e como já cheguei a (tolamente) pensar que nunca conseguiria.Sofro sim, como todo mortal (e imortal) que ama.O sofrimento não é por não ser amada, mas por tentarem me acusar desse crime de morte que é amar quem não se pode ter.Sofro por apontarem o dedo sujo em minha face manchada de lágrimas que nem você nem ninguém nunca viu nem nunca vai ver.
Se lamento?Não.
Apenas te amo.