Experimentei como é querer definitivamente se fechar em meu mundo hoje com consciencia do que eu fazia.Quis apenas meu canto, minha solidão, pra poder me fechar a tudo que bateu à porta me fazendo ter contato com sentimentos enfadonhos e doídos.Não vou entrar nos pormenores do que houve, nunca fui boa em narrar esse tipo de acontecimento, mas o relevante é que...bem, covarde ou coisa que o valha, é verdade que a realidade nua e crua, tantas vezes feia por seu impacto, vem sempre a nossa procura.Ela é capaz de invadir-nos em lugares que só nós conhecemos, onde nos sentimos tolamente escondidos dela.Não é justo, eu pensei.Mas por que não é?Não é mais injusto ainda dar as costas a quem nos clama, sejam pessoas, situações ou problemas?Não que eu não tenha ficado triste, ou até decepcionada com a descoberta que nossos problemas são nossos, independente de qual avião tentemos embarcar.Mas deve ter me feto um bem saber isso, eu acho.
O que não me impede de ir lá, em meu refúgio, de novo.E agora sei que quando eu sair de lá, é melhor estar pronta pra tudo que eu deixei pra trás e que pode ter virado uma bola de neve.
Tudo bem.Se é esse o preço pra respirar de novo com quem vive dentro de mim, eu pago.Que venham as avalanches!Tenho um exército munido de sal pra te encarar!
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Platônico
Hum... Meu blog não é o que costumam chamar de "popular", mas está feito e me sinto no direito de publicar nele desabafos que podem ficar à mercê de alguém que por acaso os leia e tente me ajudar.Sim, eu preciso de ajuda.O motivo? Aquele que atinge todos os mortais (segundo a mitologia grega, os imortais também) e causa tamanho sofrimento a suas almas já esquálidas que fica difícil descrevê-lo.Ele, o AMOR." A única loucura de um sábio e a única sabedoria de um louco", segundo Shakespeare.Obviamente me identifico mais com o segundo grupo, o que me faz tentar conservar os raros amores que brotam nesse meu coração que já temi (confesso) ser de pedra.Hoje sei que não é.Meu coração alado é burro e inconsequente quanto qualquer outro.O que não deixa de ser um alívio - imagine ser incapaz de amar? - e um carma - amor é ligado pela raiz ao sofrimento.
Bem, o amor que sofro no momento é singelamente platônico.Lindo e puro (nem TÃO puro assim, confesso), ele repousa em meu seio de amante secreta.Amo sem ser amada.Ei!Você moço!É, você mesmo.EU TE AMO.Um amor diferente pois eu soube desde o início com mais uma de minhas premonições baseadas exclusivamente em minha amadora observação do próximo que você nunca me amaria.Eu soube que eu sofreria como uma condenada pela Inquisição toda vez que você me desprezasse, ignorasse, e agisse como meu amigo.Caramba, eu te amo!Por que as pessoas tem que perceber isso?É platônico justamente pra ficar só comigo, embalado em meu colo, alimentado pela minha imaginação, e crescendo clandestinamente dentro de mim.Por que querem me tirar até isso?Aceitei o preço de amar por dois e em silêncio.Isso já não é o bastante?Precisam jogar em minha cara a deslealdade disso?Aceitei sofrer e não por masoquismo, mas para descobrir em mim mesma o amor.Descobrir que em mim existe algo além de insanos objetivos, inflexíveis metas e desajustados valores.Eu quero apenas poder saber em meu interior que sim, sou capaz de amar, sou capaz de sofrer, que sou um ser humano, e não uma máquina.
Pode parecer estranho o que eu tentei falar, mas não importa.Assim como esse bandido do qual aceitei ser cúmplice, sou estranha, complicada, paradoxal de uma vértice a outra, e simplória em mim mesma.Minha simplicidade de aceitar passivamente certas coisas, de compreender que certas decisões não cabem a mim, mas as que cabem devem ser feitas da melhor maneira possível.Assim como a decisão de te amar.Sofrendo silenciosamente, sim, isso é escolha minha.Assim com te amar , e peço ao menos que me deixem cuidar desse amor frágil como um feto, que se alimeta de meu sangue, que é fruto individual, não pertence a mais ninguém.Nem a você.Te amo e sofro por ti por livre arbítrio, e sua presença ou a reciprocidade não importa.Te amo como sempre quis e como já cheguei a (tolamente) pensar que nunca conseguiria.Sofro sim, como todo mortal (e imortal) que ama.O sofrimento não é por não ser amada, mas por tentarem me acusar desse crime de morte que é amar quem não se pode ter.Sofro por apontarem o dedo sujo em minha face manchada de lágrimas que nem você nem ninguém nunca viu nem nunca vai ver.
Se lamento?Não.
Apenas te amo.
Bem, o amor que sofro no momento é singelamente platônico.Lindo e puro (nem TÃO puro assim, confesso), ele repousa em meu seio de amante secreta.Amo sem ser amada.Ei!Você moço!É, você mesmo.EU TE AMO.Um amor diferente pois eu soube desde o início com mais uma de minhas premonições baseadas exclusivamente em minha amadora observação do próximo que você nunca me amaria.Eu soube que eu sofreria como uma condenada pela Inquisição toda vez que você me desprezasse, ignorasse, e agisse como meu amigo.Caramba, eu te amo!Por que as pessoas tem que perceber isso?É platônico justamente pra ficar só comigo, embalado em meu colo, alimentado pela minha imaginação, e crescendo clandestinamente dentro de mim.Por que querem me tirar até isso?Aceitei o preço de amar por dois e em silêncio.Isso já não é o bastante?Precisam jogar em minha cara a deslealdade disso?Aceitei sofrer e não por masoquismo, mas para descobrir em mim mesma o amor.Descobrir que em mim existe algo além de insanos objetivos, inflexíveis metas e desajustados valores.Eu quero apenas poder saber em meu interior que sim, sou capaz de amar, sou capaz de sofrer, que sou um ser humano, e não uma máquina.
Pode parecer estranho o que eu tentei falar, mas não importa.Assim como esse bandido do qual aceitei ser cúmplice, sou estranha, complicada, paradoxal de uma vértice a outra, e simplória em mim mesma.Minha simplicidade de aceitar passivamente certas coisas, de compreender que certas decisões não cabem a mim, mas as que cabem devem ser feitas da melhor maneira possível.Assim como a decisão de te amar.Sofrendo silenciosamente, sim, isso é escolha minha.Assim com te amar , e peço ao menos que me deixem cuidar desse amor frágil como um feto, que se alimeta de meu sangue, que é fruto individual, não pertence a mais ninguém.Nem a você.Te amo e sofro por ti por livre arbítrio, e sua presença ou a reciprocidade não importa.Te amo como sempre quis e como já cheguei a (tolamente) pensar que nunca conseguiria.Sofro sim, como todo mortal (e imortal) que ama.O sofrimento não é por não ser amada, mas por tentarem me acusar desse crime de morte que é amar quem não se pode ter.Sofro por apontarem o dedo sujo em minha face manchada de lágrimas que nem você nem ninguém nunca viu nem nunca vai ver.
Se lamento?Não.
Apenas te amo.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
AMIGOS & AMIGOS
Você tem medo de perder seus amigos?Pois é, eu tenho.Talvez porque eu já tenha perdido alguns e eu saiba que isso é muito traumático...
Por culpa minha pessoas sofreram e sentiram raiva do meu nome.Por culpa minha foram enterradas certas coisasa que são pura beleza divina exiladas na Terra: amizades.Matei com o coração esse inocente ser que merecia criar raízes.
Não pretendo tomar toda a responsabilidade pra mim, pois a cada um cabem seus pecados, mas tornou-se necessário deixar fluir pro teclado essa angústia, esse peso na consciência que me tortura.
Caramba, será que relações humanas acabam assim?Algo pra ser recordado ao acorde de uma música ou ao vislumbre de uma foto?Não se pode viver algo além, algo que ultrapasse essas malditas fronteiras do individual?Na amizade ou no amor , será que tudo finda nessa mesma caretice de cada um seguir o seu caminho?Sabe o que eu quero?Sabe?Quero alguém que me mostre - não obrigatoriamente com palavras - que eu estou errada e não sou um ser sozinho.Quero acreditar de novo no poder dos sentimentos que aproximam as pessoas, algo muito mais forte e sólido do que essas amizades e amores temporários, que vão embora deixando em nós um puta vazio que faz doer desde a célula mais pequenininha até o último fio do pensamento "por que isso teve que acontecer comigo?".
Será que em algum onde ou em algum quando existe alguém disposto a desafiar os perímetros do já conhecido nessa área e se jogar nessa louca (por que louca?) aventura de querer mais mim mesma?
Um último pedido:
Amigos, não me deixem machucá-los.Antes, me machuquem.
Não me deixem ir embora.Antes, vão vocês.
Não me deixem matar nossa amizade.Antes, matem-na.
Quem sabe eu prefira a dor da rejeição ao martírio do remorso.
Por culpa minha pessoas sofreram e sentiram raiva do meu nome.Por culpa minha foram enterradas certas coisasa que são pura beleza divina exiladas na Terra: amizades.Matei com o coração esse inocente ser que merecia criar raízes.
Não pretendo tomar toda a responsabilidade pra mim, pois a cada um cabem seus pecados, mas tornou-se necessário deixar fluir pro teclado essa angústia, esse peso na consciência que me tortura.
Caramba, será que relações humanas acabam assim?Algo pra ser recordado ao acorde de uma música ou ao vislumbre de uma foto?Não se pode viver algo além, algo que ultrapasse essas malditas fronteiras do individual?Na amizade ou no amor , será que tudo finda nessa mesma caretice de cada um seguir o seu caminho?Sabe o que eu quero?Sabe?Quero alguém que me mostre - não obrigatoriamente com palavras - que eu estou errada e não sou um ser sozinho.Quero acreditar de novo no poder dos sentimentos que aproximam as pessoas, algo muito mais forte e sólido do que essas amizades e amores temporários, que vão embora deixando em nós um puta vazio que faz doer desde a célula mais pequenininha até o último fio do pensamento "por que isso teve que acontecer comigo?".
Será que em algum onde ou em algum quando existe alguém disposto a desafiar os perímetros do já conhecido nessa área e se jogar nessa louca (por que louca?) aventura de querer mais mim mesma?
Um último pedido:
Amigos, não me deixem machucá-los.Antes, me machuquem.
Não me deixem ir embora.Antes, vão vocês.
Não me deixem matar nossa amizade.Antes, matem-na.
Quem sabe eu prefira a dor da rejeição ao martírio do remorso.
sábado, 19 de julho de 2008
Covarde Marasmo
Bichinho do mato
Tentando juntar cada caco,
Buscando colar os frangalhos
Tendo demais pontos falhos.
Com um coração sedento de calor
E um senso de justiça tão amador
Consigo calar cada xingamento
Em vez de dizer o que realmente penso.
Prefiro me esconder sob o cobertor
Querendo mesmo é escancarar a dor.
Pretendo construir um mundo de justiça
Quando na verdade me aceito tão submissa.
Rebeldia nunca foi mesmo o meu forte
Eu, que nem consigo entender a morte.
Rasgo o ideal de liberdade
Enquanto apodreço minha vontade.
Sou proscrita nessa terra
Covarde fugida de uma guerra,
Sendo chamada de grande gênio
Como se isso fosse um belo prêmio.
Idealista tola, essa é a verdade
Perita em fugir da realidade:
Ignoro a métrica, sou simplória
Prefiro a rima, invento outra história.
Tentando juntar cada caco,
Buscando colar os frangalhos
Tendo demais pontos falhos.
Com um coração sedento de calor
E um senso de justiça tão amador
Consigo calar cada xingamento
Em vez de dizer o que realmente penso.
Prefiro me esconder sob o cobertor
Querendo mesmo é escancarar a dor.
Pretendo construir um mundo de justiça
Quando na verdade me aceito tão submissa.
Rebeldia nunca foi mesmo o meu forte
Eu, que nem consigo entender a morte.
Rasgo o ideal de liberdade
Enquanto apodreço minha vontade.
Sou proscrita nessa terra
Covarde fugida de uma guerra,
Sendo chamada de grande gênio
Como se isso fosse um belo prêmio.
Idealista tola, essa é a verdade
Perita em fugir da realidade:
Ignoro a métrica, sou simplória
Prefiro a rima, invento outra história.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Testemunho Patético de uma Adolescente com RAIVA
Como explicar a raiva?
Algo que surge do nada ou uma reação patológica de alguma outra ação provocada por terceiros?
Pouco me importa.Em minha cabecinha egoísta o fato relevante é que simplesmente estou com MUITA raiva.Poderia inclusive deixar aflorar meu lado homicida e dar vazão a toda essa fúria que me consome por dentro enquanto teclo aqui no computador.Mas acho que me contento simplesmente em descrevê-la com total exatidão e assim tentar "extravazar".Muito bem, vamos aos fatos!
Sucedeu-se que depois de uma briga relativamente leve com minha genitora pelo telefone senti uma coisa não muito nobre vir à tona e junto a ela alguns instintos menos nobres ainda (se bem que algumas pessoas ainda consideram a morte como uma arte) se apoderaram de mim.Calma!Não assassinei ninguém, apenas tentei segurar ao máximo as lágrimas pesadas de saírem do meu corpo.Insistentes, viu?Mas consegui contê-las e me vi com a raiva dobrada depois disso.Qual foi minha idéia para descarregar depois disso?Escrever, muito bem!OK.Estou mais calminha agora, mas isso não significa, dna. Cristina, que eu já tenha te perdoado por me manter em casa nessa bela tarde de Sol.Aproveitando esse tempo livre, acho que vou fazer a ùnica coisa que ninguèm pode me impedir, uma coisa que não preciso pedir permissão pra ninguém.Vou...(adivinha?)...é, vou escrever um pouquinho.
Algo que surge do nada ou uma reação patológica de alguma outra ação provocada por terceiros?
Pouco me importa.Em minha cabecinha egoísta o fato relevante é que simplesmente estou com MUITA raiva.Poderia inclusive deixar aflorar meu lado homicida e dar vazão a toda essa fúria que me consome por dentro enquanto teclo aqui no computador.Mas acho que me contento simplesmente em descrevê-la com total exatidão e assim tentar "extravazar".Muito bem, vamos aos fatos!
Sucedeu-se que depois de uma briga relativamente leve com minha genitora pelo telefone senti uma coisa não muito nobre vir à tona e junto a ela alguns instintos menos nobres ainda (se bem que algumas pessoas ainda consideram a morte como uma arte) se apoderaram de mim.Calma!Não assassinei ninguém, apenas tentei segurar ao máximo as lágrimas pesadas de saírem do meu corpo.Insistentes, viu?Mas consegui contê-las e me vi com a raiva dobrada depois disso.Qual foi minha idéia para descarregar depois disso?Escrever, muito bem!OK.Estou mais calminha agora, mas isso não significa, dna. Cristina, que eu já tenha te perdoado por me manter em casa nessa bela tarde de Sol.Aproveitando esse tempo livre, acho que vou fazer a ùnica coisa que ninguèm pode me impedir, uma coisa que não preciso pedir permissão pra ninguém.Vou...(adivinha?)...é, vou escrever um pouquinho.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Início
Decidi fazer um blog pra compartilhar algumas idéias que eu tenho acerca de certos assuntos.Até aí, nenhuma novidade.O que esse blog teria de diferente dos demais blogs adolescentes que são cheios de confidências piegas e que enchem o saco de qualquer pessoa em sã consciência?Nada.Sou mais uma em um milhão (ou bilhão) de internautas que precisa desabafar seus problemas rotineiros e suas dúvidas tão batidas e cacetes.Qualquer pessoa normal e equilibrada me acharia chata pra caramba e com tendências melodramáticas.Mas como esse blog é destinado a pessoas semelhantes a mim, realmente acredito que ALGUÉM vai me ver como realmente sou: uma louca buscando uma razão para viver!Não aqueles loucos que você encontra nos hospíciois, se balançando pra frente e pra trás ou falando sandices (bem, isso é você que vai decidir), mas naquele estilo que lê compulsivamente, escreve desesperadamente e sonha platonicamente.Com certeza não sou a única a acreditar na existência de outros mundos, sou?E esse espaço é exatamente pra isso:tentar romper as barreiras do meu mundo através da mais bela invenção do homem - a PALAVRA.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Labirinto
Sou uma corrida desenfreada por um labirinto de formas e cores irreais e mutantes, buscando o âmago, no centro, e acreditando tolamente em um novelo de lã mágico que me leve até lá, sem saber (ou aceitar) que o novelo é invisível e está dentro de mim.
A chuva fina e traiçoeira me obriga a pensar em todas as possibilidades.Sei que ás vezes preciso de alguém pra me ouvir lamentar, mas não é isso que todos precisamos?Por que, então, me sentir culpada por ser fraca?Sei que sou forte, mas de vez em quando as palavras não bastam.Ás vezes nem a própria sabedoria acalma um coração preso a si mesmo.Ás vezes, só ás vezes, é bom ser lânguida e frágil, se entregar a braços abertos, e fingir que a chuva vem de dentro.Chuva enfadonha...Me aprisiona numa poça úmida de dúvidas e incertezas que eu queria esquecer só por uma noite...Me obrigando a encarar, sem descanso, todas as perguntas que circundam minha miserável existência, me forçando a aceitar que, em minha busca, descubro-me apenas espera, sem sentido, sem nenhuma garantia plausível me acompanhando nessa desgraçada e solitária caminhada que, invariavelmente, todos percorremos, mas que por destino – ou incompetência minha mesmo – eu insisto em fazer sozinha.Agora eu pergunto, como num leilão: Alguém entende?Alguém se dispõe a entender?Quem dá mais?Quem dá mais?
Quem dá mais por essa chave tão...tanto...que...Quem dá mais por essa chave que, no final, de especial tem só a existência?
Quem dá mais por essa chave tão...tanto...que...Quem dá mais por essa chave que, no final, de especial tem só a existência?
Meu quarto – um acervo de folhas, canetas, palavras e melodias aparentemente em desordem – assiste minhas várias facetas tomarem forma, conhece minhas ânsias e sabe mais de mim mesma do que eu.Com suas paredes desbotadas e sua cama desarrumada, ele denuncia minha discreta analogia entre o insano e o brilhante.
Menina das Palavras
Eu era apenas um ser sozinho
Mas um dia resolvi soltar as amarras
Abrir o coração e encontrar o caminho
Me deparei então com as palavras.
Conheci a confiança
De mãos dadas com a amizade
Mas um tropeção acaba com a esperança
De ter alguém por toda a eternidade.
Descobri a morte
Mas ainda não a entendi
Por então ser forte
Se ela vai levar tudo que consegui?
Descrevi então o amor
Como a tinta no pincel
Pintando tudo com nova cor
Mas transpondo os limites do papel.
Redescobri, por fim, a vida
Sob o prisma das palavras minhas
Podendo usar até a ferida
Como inspiração de novas linhas.
Por que nela sou enorme e pequenina
Como borralheira enfeitiçada
Vivo em corpo de menina
Mas por dentro sou princesa encantada.
Mas um dia resolvi soltar as amarras
Abrir o coração e encontrar o caminho
Me deparei então com as palavras.
Conheci a confiança
De mãos dadas com a amizade
Mas um tropeção acaba com a esperança
De ter alguém por toda a eternidade.
Descobri a morte
Mas ainda não a entendi
Por então ser forte
Se ela vai levar tudo que consegui?
Descrevi então o amor
Como a tinta no pincel
Pintando tudo com nova cor
Mas transpondo os limites do papel.
Redescobri, por fim, a vida
Sob o prisma das palavras minhas
Podendo usar até a ferida
Como inspiração de novas linhas.
Por que nela sou enorme e pequenina
Como borralheira enfeitiçada
Vivo em corpo de menina
Mas por dentro sou princesa encantada.
DE NOVO EU
Mais uma vez estamos aqui, eu e minha imagem refletida no espelho.De forma fatigante, nos encaramos com pretensa visão de raio X.Inutilmente, claro.Minhas radiações não me auto atingem.Podem, no máximo, deslocar-me por devaneios nada sóbrios.E um bocado presunçosos.Mais uma vez me pergunto quais são os limites entre o que é descoberta e o que é desculpa para minhas mancadas.E de novo não encontro as malditas respostas.E de novo aceito que só existem duas possibilidades:desistir ou morrer tentando.E já escolhi de qual lado estou.Vou morrer me arrastando, se assim quiserem, mas nunca vou abaixar a cabeça.Não espero facilidades, pois o pouco que já experimentei dessa minha vivência que prioriza minha implacável busca me revelou que as dores serão minhas companheiras de viagem.Mas não reclamo, absolutamente.Sofrer, principalmente por amor, faz sentir-me um ser humano.Por que ao contrário de tantos, não me apaixono e desapaixono facilmente.Não me encanto com poetas que vêem na pedra fruto de maravilhosas reflexões.Confesso que fui forçada a concluir que minhas origens não são desse mundo.Mas se estou aqui existe algum motivo.E não vou simplesmente refugiar-me nos livros, nas palavras ou nas idéias.Não quero e não vou contentar-me com migalhas de outra vida.Não depois de acreditar que posso conquistar um mundo inteiro.E esse mundo, que fique bem claro, constitui-se de minhas facetas.Sim, eu quero descobrir-me.Mais que tudo.E estou disposta a enfrentar provações, sofrimentos e sentimentos.Acho que só assim vou conseguir, um dia, não me entristecer quando a vida me der novas amostras da minha impenetrável solidão.Não sou desse mundo, então luto como uma pistoleira fria, sem deixar-me envolver pelas tentações das fantasias.Eu tento, mesmo equivocada, manter-me de pé e nesse mundo.Tento descobrir a parte que me cabe nele.E não sou dada a conformismos.Morro sim, sangrando por dentro ao deparar-me com meu lado mais feio, mas ainda sim me arrasto um pouco mais atrás do meu objetivo.E me descubro, sofrendo repetidas vezes pelo mesmo maldito motivo, sozinha.
QUEM SOU EU?(!)
Muito me assusta essa pergunta
Dita de forma tão vazia.
Vindo uma coisa tão funda
De um mundo cheio de hipocrisia.
Sou cheia de contradição
E admitir isso me faz corar
Tenho um alado coração
Que ainda não aprendeu a voar.
Me vejo com muita sensibilidade
Que se restringe à imaginação
Quando é na realidade
Pareço um bicho sem emoção.
Sou de artista, aprendiz
Mas afastada, não minto
Fui condenada a meretriz
Por quem só me viu jogar limpo.
Me acho das palavras, a rainha
Eu mando e um mundo se faz
Do lado de cá sou apenas uma linha
De um novelo inteiro que se desfaz.
Quero um amor e não ter que matar
E ao mesmo tempo julgo ser cedo
Se porventura gosto, vivo a negar
Estrangulo o sentimento atrás do medo.
Olho pra noite escura
E vejo mundos a brilhar
Nesse aqui me faço de dura
E me escondo naqueles pra chorar.
Sou impaciente com o tempo
E as dúvidas que não param de chegar
Num mudo pedido peço ao vento:
Me leve de volta pro meu lugar.
Talvez eu seja apenas uma decepção
Pra quem procura ideal beleza
Mas ainda lhe apresento a maior contradição:
Trago juntas na alma felicidade e tristeza.
Dita de forma tão vazia.
Vindo uma coisa tão funda
De um mundo cheio de hipocrisia.
Sou cheia de contradição
E admitir isso me faz corar
Tenho um alado coração
Que ainda não aprendeu a voar.
Me vejo com muita sensibilidade
Que se restringe à imaginação
Quando é na realidade
Pareço um bicho sem emoção.
Sou de artista, aprendiz
Mas afastada, não minto
Fui condenada a meretriz
Por quem só me viu jogar limpo.
Me acho das palavras, a rainha
Eu mando e um mundo se faz
Do lado de cá sou apenas uma linha
De um novelo inteiro que se desfaz.
Quero um amor e não ter que matar
E ao mesmo tempo julgo ser cedo
Se porventura gosto, vivo a negar
Estrangulo o sentimento atrás do medo.
Olho pra noite escura
E vejo mundos a brilhar
Nesse aqui me faço de dura
E me escondo naqueles pra chorar.
Sou impaciente com o tempo
E as dúvidas que não param de chegar
Num mudo pedido peço ao vento:
Me leve de volta pro meu lugar.
Talvez eu seja apenas uma decepção
Pra quem procura ideal beleza
Mas ainda lhe apresento a maior contradição:
Trago juntas na alma felicidade e tristeza.
CONFIANÇA
"É dele a mão que eu seguro quando a ponte quebra.É pra ele que eu olho num mudo pedido de socorro.É a voz dele que eu quero ouvir quando estou nas trevas.É na direção dele que, com medo, eu corro.
Sei que quando eu choro é ele que enxuga minhas lágrimas.Nem sempre fisicamente, mas com lembrança quase tangível.Conheço suas contradições, baixas e elevações.Mesmo consciente das varias facetas ocultas e nem sempre belas, ainda o amo.E encontro no calor de seu abraço, na sua palavra amiga, na sua presença (presente até na ausência) a essência da confiança."
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